Segunda rotação – solo

Era preciso começar a reação rápido, e foi o que o Brasil fez no solo. Jade se recuperou bem, só teve um passo largo na aterrissagem da primeira acrobacia e tirou 13,100. Classificada para a final do aparelho em Doha, Flavinha praticamente cravou sua série e conseguiu 13,800. Quarta colocada no solo do Mundial do ano passado, Thaís também acertou sua apresentação e conseguiu 13,233. Com 40,133 pontos, o Brasil praticamente igualou o bom resultado da classificatória, continuou na sétima posição, mas só o top 3 não estava na cola. Estados Unidos seguiram disparados na liderança, e a Rússia abriu vantagem para a China, que teve duas quedas na trave e viu seu terceiro posto ameaçado.

Terceira rotação – salto

O salto era o caminho para o Brasil crescer. Na classificatória, a equipe só ficou atrás dos Estados Unidos nesse aparelho com três saltos Duplo Twist Yurchenko. Jade foi a primeira e praticamente cravou o salto (14,600). Flavinha também ficou perto de um voo perfeito (14,433). Rebeca teve de esperar muito pela nota da japonesa Asuka Teramoto, que quase caiu. Mesmo assim, Rebeca praticamente cravou o DTY (14,633). Com 43,666 pontos, o Brasil conseguiu melhorar o bom desempenho da classificatória. Foi tão bom que o Brasil saltou para a terceira posição. O sonho do pódio era real.

Quarta rotação – barras

O último degrau para chegar à medalha era as barras assimétricas, o aparelho que tradicionalmente é o mais fraco do Brasil, mas que o país mostrou uma grande evolução na classificatória. Jade começou bem sua série, mas quase no fim sofreu um desequilíbrio muito grande, perdeu o embalo e muitos pontos (12,233). Flavinha fez o que dela se esperava em seu aparelho mais fraco, perdeu uma ligação, mas acertou a série (12,466). Rebeca também sofreu a queda e acabou com 12,966. Com 37,665 pontos nas assimétricas, o Brasil despencou para a sétima posição.

Simone Biles teve problemas no solo, pisando fora do tablado, mas os Estados Unidos já estavam com o ouro assegurado. A Rússia confirmou a prata, e a China foi bem no salto para ficar com o bronze.

Por Anselmo Caparica, Erica Hideshima e Marcos Guerra — Doha, Catar

G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here