88a5e64e893a8844ab5e9705417a49c9c4493fc7 - Confronto entre imigrantes deixa vários feridos em CalaisAFP/Arquivos / PHILIPPE HUGUEN Violentos confrontos entre imigrantes afegãos e africanos deixaram 18 feridos, entre eles cinco em estado grave por disparos, em Calais

Violentos confrontos entre imigrantes afegãos e africanos deixaram nesta quinta-feira (1) 18 feridos, entre eles quatro em estado grave, em Calais, cidade portuária ao norte da França e em frente à costa inglesa, emblemática da crise migratória na França.

O ministro do Interior, Gérard Collomb, viajou à zona nesta quinta à noite para se reunir com as autoridades “depois dos graves incidentes que ocorreram hoje”, indicou em sua conta no Twitter.

No total, cinco imigrantes ficaram feridos por tiros, quatro deles muito gravemente, e deviam ser operados de urgência. O quinto teve que ser transferido à cidade de Lille (norte).

Outros 12 feridos sofreram traumatismos e feridas menores pelo uso de armas brancas em algumas situações desta briga que começou quando dividiam a comida, informou uma fonte judicial.

Uma pessoa foi atropelada por um carro.

Além disso, dois policiais ficaram levemente feridos.

Calais sofreu um “nível de violência nunca visto”, declarou o ministro francês do Interior, Gérard Collomb, que viajou ao local.

“O que vivem os moradores de Calais é insuportável”, completou.

O “prognóstico de vida é reservado” para quatro dos feridos por tiros, jovens de entre 16 e 18 anos da Eritreia, disse à AFP uma fonte da Procuradoria local.

Este é o balanço mais grave desde 1º de julho de 2017, quando as brigas entre diferentes grupos étnicos deixaram 16 feridos, incluindo um gravemente.

Em termos de vítimas, “voltamos a uma situação que é muito similar a de 2015”, ano em que se criou o campo conhecido como “Selva”, desmantelado em outubro de 2016, comentou uma fonte judicial.

No entanto, “nem todos os dias são iguais em termos de violência”, acrescentou a mesma fonte.

Alguns destes confrontos surgiram por acerto de contas entre grupos de traficantes afegãos.

Atualmente, cerca de 800 imigrantes vivem em condições muito difíceis em Calais, segundo as associações na área. A Prefeitura estabeleceu sua última cifra entre 550 e 600.

A maioria é originária de Etiópia, Eritreia e Afeganistão.

O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu em meados de janeiro durante um discurso em Calais que “em nenhum caso” deixará que se forme novamente uma “Selva” nesse porto, se referindo ao enorme campo informal de mais de 8.000 migrantes.

“Está sendo feito todo o necessário para que a passagem ilegal em Calais (para o Reino Unido) seja impossível”, acrescentou Macron neste porto de onde se cruza o Canal da Mancha.

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