Realizado pela primeira vez no Estado, o Curso Mediador Pacificador Social, iniciativa dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos, reuniu nesta sexta-feira (15) mais de 200 participantes, entre agentes de segurança pública e representantes da sociedade civil, no auditório da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), em Belém. A iniciativa é uma das estratégias do Plano Nacional de Segurança Pública, e tem o intuito de transmitir à população conteúdos referentes à mediação e à pacificação de conflitos que geram violência de cunho doméstico, religioso, racial e de gênero.

Essa foi a 11ª edição do curso, que teve o apoio do Governo do Estado, por meio de uma ação conjunta entre a Secretarias de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Entre os agentes de segurança pública presentes na capacitação estavam policiais militares, civis e bombeiros. Já da sociedade civil, participaram lideranças comunitárias e representantes dos Conselhos de Segurança Pública (Conseg), da capital e do interior, a exemplo dos municípios de Paragominas e Barcarena.

O secretário adjunto de Gestão Operacional da Segup, coronel André Cunha, abriu o evento e destacou a importância da capacitação para o aprimoramento profissional dos agentes de segurança, assim como para a informação dos cidadãos, que poderão atuar como multiplicadores do conteúdo da oficina.

“Muitas das ligações recebidas pelo Ciop estão relacionadas a reclamações recorrentes de perturbação de sossego, como é o caso de aparelhos sonoros domésticos, automotivos ou mesmo de bares e espaços de festas legados em volumes acima do permitido. Esse evento demonstra falta de consciência coletiva e é um tipo de ocorrência que não precisa, necessariamente, ser resolvida em uma delegacia. O agente de segurança poderá utilizar a mediação de conflitos para resolver uma situação dessa natureza”, explicou.

De acordo com o secretário executivo dos Conselhos do Ministério dos Direitos Humanos, Rlick dos Santos, o curso ajuda a desenvolver a capacidade do mediador em entender o conflito e resolver as divergências do cotidiano de forma imparcial, objetiva e hábil. “A mediação contribui para evitar que o conflito se torne algo mais sério e pode ser utilizada, por exemplo, em brigas entre vizinhos, no trânsito, assim como para evitar atitudes discriminatórias”, esclareceu.

O comandante de Pelotão da Academia de Polícia Militar, tenente Pedro Yoshioka, contou que já teve que gerenciar uma ocorrência de assalto com refém em que a mediação de conflitos foi uma ferramenta de extrema importância para um desfecho satisfatório. E informou que mais de cem alunos do Curso de Habilitação de Oficiais da PM participaram da capacitação, o que contribuirá para o desempenho profissional desses agentes”.

As palestras, ministradas ao longo de todo o dia, foram conduzidas pela secretária especial da Promoção de Igualdade Social, Gabriela Cruz, que abordou temas como a “Prevenção de Conflitos Comunitários com recorte Racial”; “Crime Contra o Patrimônio, Vida, Família e Paz Pública” e “A Importância da Mediação Social”. Também foram discutidas “Técnicas de Abordagens”, “A Figura do Mediador”,” Mediação de Conflitos e a Lei” e “Mediador de Bullyng nas Instituições de Ensino”.

O curso de mediador pacificador social já foi realizado em cidades como Aracaju, Salvador e Recife. A previsão é de que em janeiro de 2018, a oficina seja disponibilizada para agentes de segurança das cidades do Rio de Janeiro e Rondônia.

Agência Pará – Por Carla Moura

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