Dois diretores do grupo empresarial que administra o aterro sanitário metropolitano, em Marituba, chegaram nesta terça-feira, 7, à capital paraense e foram encaminhados para audiência de custódia. O terceiro preso tem chegada prevista para a noite desta terça-feira.


Por G1 PA, Belém

6341538 - Diretores presos por suspeita de crimes ambientais no aterro sanitário de Marituba chegam a Belém

Diretores e engenheiro da Guamá Tratamento chegam em Belém após prisão em operação

Chegaram a Belém nesta quinta-feira (7) dois diretores do grupo empresarial que administra o aterro sanitário de Marituba, na região metropolitana de Belém, presos durante a operação Gramacho, que investiga supostos crimes ambientais no aterro sanitário. De acordo com a polícia, uma terceira pessoa presa na operação chega na noite desta terça-feira.

Diego Nicoleti, diretor Norte e Nordeste, e Lucas Rodrigues Feltri, diretor de operações da empresa que administra o aterro sanitário de Marituba, foram presos e chegaram a Belém para a audiência de custódia. Eles são acusados pela responsabilidade de crimes ambientais na região onde o aterro sanitário está localizado.

O engenheiro de operações da empresa, Lucas Pineiro, que também foi preso na operação Gramacho, está com chegada prevista para a noite desta terça-feira, por isso irá direto para o sistema prisional, onde dormirá, para que na sexta-feira (8) participará da audiência de custódia no Fórum de Marituba.

Operação Gramacho

A Polícia Civil do Pará e o Ministério Público do Estado realizaram nesta quarta-feira (6) a Operação Gramacho, de combate a crimes ambientais no Aterro Sanitário de Marituba, na região metropolitana de Belém. Foram cumpridos 5 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor, 3 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão, além de mandados para proibição de contratar com o poder público, de ausentar-se do país e de garantir o funcionamento do aterro.

No total, 41 policiais e 16 promotores de justiça participam da operação, realizada nas cidades de São Paulo (SP), Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Belém e Marituba (PA). No Pará foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva. Os mandados de prisão são cumpridos em São Paulo e na Bahia.

Crime ambiental

As investigações são quanto a danos ambientais que têm causado prejuízos à população de Marituba desde o início do funcionamento do aterro, em 2016. No mês de março de 2017, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes ambientais.

A Promotoria de Justiça do Ministério Publico de Marituba já apresentou três denúncias contra os responsáveis pela administração do aterro, havendo, portanto, quatro processos criminais em trâmite.

Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que, no mês de janeiro de 2017, por não ter mais lagoas para armazenamento de chorume, a empresa despejou o líquido bruto no solo sem impermeabilização, conduzindo o poluente diretamente para o Igarapé Pau Grande, situado em grande parte no interior do Refúgio da Vida Silvestre, unidade de conservação de proteção integral.

Os indiciados serão responsabilizados por crimes de poluição atmosférica, poluição hídrica, construção de obras potencialmente poluidores sem licença ambiental, deixar a quem tem o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental e elaborar no licenciamento, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso.

Inquérito

A empresa informou em nota que não pode se pronunciar, pois desconhece o inquérito referente à Operação Gramacho. Informa, ainda, que vem prestando todas as informações solicitadas pelas autoridades do Estado do Pará, Poder Judiciário e Ministério Público, operando, inclusive em regime de cogestão com o Governo do Estado desde o início do ano.

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