affiche 3 3 - Exposição em Paris recupera 2 mil anos de presença cristã no Oriente, apesar da perseguição

Cartaz da mostra “Cristãos do Oriente – Dois Mil Anos de História”, que fica aberta ao público até 14 de janeiro de 2018 no Instituto do Mundo Árabe, em Paris.facebook.com/institutdumondearabe

Será que os cristãos sempre foram perseguidos no Oriente Médio? Uma exposição no renomado Instituto do Mundo Árabe de Paris recuperou peças e depoimentos milenares para reconstituir o quebra-cabeça histórico e retraçar a presença do Cristianismo na região.

A mostra “Cristãos do Oriente – Dois Mil Anos de História” foi inaugurada no último dia 26 de setembro com as presenças do presidente francês, Emmanuel Macron, e do presidente do Líbano, Michel Aoun.

O objetivo da exposição é resgatar em profundidade a importância política, intelectual e econômica dos cristãos do Oriente na construção do mundo árabe, em tempos de paz ou de guerra com seus conterrâneos muçulmanos. Segundo a curadora da mostra, Élodie Bouffard, a exposição representa um “gesto forte”, porque “é a primeira vez que uma instituição convida seu público a descobrir o Cristianismo oriental, dos fundamentos das primeiras comunidades até sua expressão mais atual”, explica.

“São 2 mil anos de História que são apresentados durante o percurso da exposição, num processo de compreensão, histórico, civilizatório”, argumenta Bouffard. “A ideia é apresentar um testemunho da importância dos cristãos do Oriente e do papel que eles desempenharam na construção do mundo árabe como o conhecemos”, completa a especialista, que também é encarregada do acervo do Instituto do Mundo Árabe, na capital francesa.

Cristãos sempre participaram das esferas de poder no Oriente Médio

“A ideia, dentro do processo histórico, é compreender o que foi o Cristianismo oriental, como as igrejas cristãs viveram sob a dominação muçulmana, e também explicar que o tempo político não é o mesmo da sociedade”, afirma Bouffard.

“É verdade que a conquista árabe do século 7 representou uma mudança política, mas a sociedade local continua majoritariamente cristã até o século 13. Os cristãos sempre participaram das esferas de poder, do dinamismo intelectual, cultural e econômico do Oriente, principalmente no período Otomano. Eles também contribuíram expressivamente para a criação dos Estados-nação árabes”, explica a curadora.

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