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quarta-feira, outubro 17, 2018
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Feijão: cenário nacional mostra mercado desfavorável para venda

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O preço do feijão está em queda e o mercado não parece animador. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registra uma queda de de 29,2% na receita receita bruta do feijão-carioca, caupi e do preto, saindo de R$ 6,09 bilhões na temporada 2016/17 para R$ 4,31 bilhões em 2017/18.

A terceira safra nacional do feijão está em fase final, os últimos dados da Conab apontam que até agosto 62% da área plantada já havia sido colhida. Ainda de acordo com o órgão, a perspectiva da terceira safra de feijão não é positiva. Em seu boletim a companhia afirma que a boa oferta nas safras de primeiro e segundo ciclos contribuiu para uma redução de área nesta colheita.

A estimativa é de uma queda de 8,3% (53,4 mil hectares), saindo de 642,4 mil hectares, na safra 2016/17, para 589 mil hectares, na safra 2017/18, sendo quase sua totalidade de feijão-comum cores (493,5 mil hectares) e em menor proporção de feijão comum-preto e caupi, sendo 17,1 e 78,4 mil hectares, respectivamente.

O feijão terceira safra é fundamental para garantir a oferta do grão o ano inteiro. Sua produção é determinada pelo comportamento da primeira e segunda safras. A estimativa é que a produtividade seja de 1.051 kg/ha e produção de 619,2 mil toneladas.

O balanço de oferta e demanda da Conab também não é positivo, o órgão prevê uma reserva muito baixa para o país. Os seguintes fatores são apontados: um estoque inicial de 302,6 mil toneladas, o consumo em 3.3 milhões de toneladas, as importações em 120,0 mil toneladas e as exportações de 120,0 mil toneladas, o resultado será um estoque de passagem da ordem de 186,7 mil toneladas, ou seja, menos de um mês de consumo.

Cenário em SC da produção de feijão

Em Santa Catarina as lavouras de feijão também tem registrado quedas significativas na colheita 2017/2018, especialmente em relação a área semeada, que registrou uma redução de 12% quando comparada à safra 2016/2017.

De acordo com informações do Boletim agropecuário da Epagri/Cepa, essa redução de área em parte é justificada pelo atraso no plantio da primeira safra em função da estiagem, condição que motivou muitos produtores a deixarem suas áreas em pousio para não atrasar o plantio da soja e/ou do milho 2ª safra.

“Considerando a 1ª e 2ª safras 2017/18 de feijão, nossa estimativa final resultou numa redução de área de 3%, com a colheita de cerca de 69,2 mil hectares. Essa redução na área plantada contribuiu para uma produção estadual de feijão menor, que foi estimada em 122,1 mil toneladas, redução de 5% em relação à safra passada. O rendimento médio também foi menor em cerca de 2%, ficando em 1.765kg/ha”, conclui o Engenheiro-agrônomo da Epagri/Cepa, João Rogério Alves.

Fonte: agroplural.com.br

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