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destaque 539782 escritora - Ficção virou real - Autora de 'Como Matar seu Marido' é presa por matar o próprio marido

(Foto: Reprodução)

A ficção que se transformou na realidade. Assim está vivendo a escritora norte-americana Nancy Crampton-Brophy, presa por matar o próprio marido. Por acaso ou não, sete anos antes Nancy fazia sucesso escrevendo um conto justamente sobre morte no matrimônio, intitulado Como Matar o Seu Marido, em 2011.

No conto a escritora dava detalhes da melhor maneira de matar o cônjuge. “Uma pistola é ruidosa, suja e requer certa habilidade. Uma faca exige contato; é algo muito pessoal e enche você de sangue. Contratando um pistoleiro, você corre o risco de ser delatada ou chantageada. E quem conhece algum? Recorrer a um amante é uma ideia pior ainda. Quanto ao veneno, leva um ou dois meses para matar alguém, e a vítima passará todo esse tempo doente. Quem deseja estar com um marido doente?”, escrevia.

Em 2 de junho deste ano, no começo da manhã, os alunos do Instituto Culinário do Oregon encontraram o cozinheiro Daniel Brophy, de 63 anos, estendido sobre uma poça de sangue no chão de uma cozinha, com ferimentos de bala. A polícia e uma equipe médica tentaram em vão salvar a vida do chef, muito querido na instituição, a julgar pelas mensagens in memoriam de seus colegas, que destacavam seu conhecimento enciclopédico e seu enfoque criativo no ensino.

No dia seguinte, Nancy Crampton-Brophy comunicava o triste fato a suas 1.491 amizades digitais. “Aos meus amigos do Facebook e família, tenho uma notícia triste para contar”, escreveu. “Meu marido e melhor amigo, o chef Dan Brophy, foi assassinado ontem pela manhã. Para aqueles de vocês que estão mais perto de mim e que sentem que isto merecia um telefonema, têm razão, mas neste momento estou me esforçando para encontrar um sentido em tudo. Haverá uma vigília com velas no Instituto Culinário do Oregon, amanhã, segunda-feira, às 19h. Embora agradeça por todas as suas carinhosas respostas, estou destroçada. Por favor, poupem os telefonemas durante alguns dias, até que eu comece a funcionar.”

Naquela noite de segunda-feira, Nancy Brophy foi à vigília em memória de seu marido, onde foi acolhida por centenas de pessoas às portas da escola de gastronomia onde o finado lecionava desde sua inauguração, em 2006.

O assassinato do chef era tão inexplicável para a polícia como para as pessoas que o rodeavam. Tratava-se um homem adorável, conforme recordaram seus colegas na imprensa local,

“Acho mais fácil desejar a morte das pessoas do que matá-las realmente”, advertia Crampton-Brophy no mesmo texto. “Mas o que sei sobre o assassinato é que cada um de nós o tem dentro de si, quando somos levados longe demais.”

(Fonte: El País)

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