20190206 113850 1068x801 1 1024x768 - MINERAÇÃO PARAGOMINAS: MINERAÇÃO COM SEGURANÇA E ESTABILIDADE OPERACIONAL
Foto: Jorginho Quadros

A Mineração Paragominas está localizada a aproximadamente 70 km do município de Paragominas, no nordeste do Pará, no Platô Miltônia 3. Na mina é extraída a bauxita, matéria-prima para a produção do alumínio. A operação de mineração iniciou em março de 2007 e tem capacidade de produzir mais de 11 milhões de toneladas por ano de bauxita.

Na Mineração Paragominas, a bauxita, após sua lavra, passa pela etapa de beneficiamento, que consiste em britagem, moagem e classificação, trata-se de um processo físico, sem adição ou uso de produtos químicos. A bauxita é enviada para Alunorte através do Mineroduto. O que sobra do processo é considerado rejeito, que é disposto em dois sistemas de barragens. O sistema de Barragens do Vale e o sistema Reservatório do Platô, que estão localizados na região que circunda a mina, atendem a toda a legislação vigente.

“A segurança é uma prioridade para nós e dedicamos todos os esforços para operar de maneira segura, indo além do que determina a legislação, utilizando as melhores práticas de mercado e respeitando nossas equipes e as comunidades locais”, reforça Evilmar Fonseca, Diretor Industrial da Mineração Paragominas.

SEGURANÇA

As barragens da Mineração Paragominas utilizam um procedimento operacional que permite que os rejeitos sejam adensados e secos em curtos períodos de tempo, removendo grande parte da água. Os rejeitos gerados na etapa de beneficiamento são espessados e passam por um processo de secagem solar dentro dos reservatórios – esses dois estágios combinados (drenagem e evaporação) permitem que os resíduos da empresa atinjam pelo menos 60% de sólidos nas barragens, aumentando a segurança das estruturas.

As barragens são muito menores em altura e usam material selecionado para sua construção. O sistema de barragens do Vale utiliza predominantemente uma combinação de métodos de alteamento a jusante e linha de centro. O sistema Reservatório do Platô nunca teve alteamento.

A empresa também aplica várias medidas para garantir a segurança das barragens nos sistemas do Vale e Reservatório do Platô. As barragens são monitoradas por instrumentos que medem possíveis deslocamentos e pressões. A mina possui equipes especializadas que realizam inspeções de rotina diariamente e semanalmente para avaliar a condição geral das barragens. Os resultados dessas inspeções são reportados, a cada 15 dias, à Agência Nacional de Mineração.

A instrumentação inclui piezômetros (para medir a pressão dentro dos barramentos), marco superficial (para medir qualquer mínimo deslocamento superficial) e inclinômetros (para medir deslocamentos internos). A empresa conta ainda com Indicadores de Nível de Água (INA).

O Relatório Regular de Inspeção de Segurança (RISR) e a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) são emitidos a cada seis meses por uma empresa especializada independente para atestar a segurança e a estabilidade das barragens. A mais recente Declaração de Condição de Estabilidade foi emitida em setembro de 2018 e atesta a estabilidade das barragens. O próximo pronunciamento será emitido até março de 2019, em conformidade com a legislação brasileira.

Vale ressaltar que as inspeções legais são normalmente realizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS). Tanto em setembro quanto em outubro de 2018, as inspeções realizadas pela Agência Nacional de Mineração não encontraram anomalias nas barragens da Mineração Paragominas. Várias auditorias ambientais foram realizadas pela SEMAS, sem detectar anomalias nestas estruturas.

A Mineração Paragominas possui uma Gerência Geotécnica (GAGEO) para gerenciar o sistema de barragens, a metodologia de disposição de rejeitos e outras questões relacionadas à geotecnia. Essa equipe é composta por especialistas altamente qualificados, como engenheiros e geólogos, e trabalha para garantir a integridade física das barragens seguindo uma rotina intensa de inspeções e monitoramento de todos os dados sobre as estruturas.

RESPEITO PELAS PESSOAS E MEIO AMBIENTE

A Mineração Paragominas atua com respeito às pessoas e ao meio ambiente, priorizando a segurança em todas as suas operações. Guiada por este compromisso, a empresa mantém processos e procedimentos que visam preservar a integridade da vida das pessoas, comunidades e meio ambiente.

Seguindo essa política de segurança e cuidados, a Mineração Paragominas conta com o Plano Atendimento à Emergência (PAE) e o Plano de Ação de Emergência para as Barragens de Mineração (PAEBM). Os documentos são complementares e descrevem cenários e procedimentos que devem ser adotados em eventos de emergência, descrevendo os impactos previstos, o fluxo de comunicação adequado, ações que devem ser executadas, além de outros parâmetros de segurança relevantes para o gerenciamento de um empreendimento de mineração.

A utilização das melhores práticas ambientais faz parte dos compromissos da Mineração Paragominas, que investe na reabilitação de áreas de mineração para devolver à sociedade um ambiente semelhante ao existente antes do início de suas atividades. Na recuperação dessas áreas, a paisagem original é reproduzida e, então, o solo superficial é adicionado. Em seguida, o terreno é preparado para receber as mudas, que crescem, criando uma vegetação similar à mata nativa daquela área. Em 2009 (quando o programa de reflorestamento foi iniciado) até dezembro de 2018, a empresa contabilizou uma área total de 2.100 ha no processo de recuperação.

Em média, entre 150 mil e 200 mil mudas de espécies nativas são produzidas por ano no viveiro da Mineração Paragominas. A Mineração Paragominas também faz parte do Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), que reúne pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), do Museu Emílio Goeldi, da Universidade de Oslo (UIO) e profissionais da Hydro no Brasil.

O acordo foi iniciado em 2013 e já alcançou resultados inéditos na região Nordeste do Pará. O foco da pesquisa é a reabilitação da biodiversidade e o levantamento das espécies. A parceria também gerou 13 projetos de pesquisa relacionados a temas como efeito estufa, fauna e solo, entre outros.

Texto: Assessoria de imprensa Hydro
Foto: Jorginho Quadros (site jorgequadros.com.br)

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