Confira a matéria postada no G1 Pará:

Coletivos 300x169 - Mortes em coletivos; Sidney Rosa sugere que PM crie grupo exclusivo para combater essa modalidade de crimeO Instituto Médico Legal (IML) liberou nesta quarta-feira (20) o último dos quatro corpos das vítimas de um assalto com tiroteio em ônibus na avenida Pedro Álvares Cabral, em Belém. O crime ocasionou a morte de quatro pessoas, sendo dois assaltantes. Um dos feridos continua internado no Pronto Socorro Municipal da 14 de Março.

A Polícia informou que trabalha com os relatos de três testemunhas que já foram ouvidas. O assalto aconteceu na noite do domingo (17), por volta das 22h, quando um passageiro armado reagiu ao assalto que terminou em troca de tiros dentro de um ônibus da linha Conjunto Maguari.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém afirmou que as geladeiras dos necrotérios dos dois hospitais municipais de pronto socorro estavam em período de manutenção. Segundo a Sesma, já estão em funcionamento.

Sobre a vítima baleada que estaria em uma maca no corredor do PSM da 14, a Sesma informou que o paciente Mailton Castro está em uma sala de observação recebendo toda assistência necessária. De acordo com a secretaria, ele já passou pela avaliação da cirurgia geral, mas ainda não há indicação de cirurgia.

Insegurança

Segundo levantamento do Sindicato dos Rodoviários de Belém, a média de quatro assaltos a ônibus por dia, registrada de janeiro a junho deste ano, chega a 750 ocorrências. O dado foi anunciado em sessão ordinária desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa (Alepa), em Belém.

O deputado Sidney Rosa (PSB) afirmou que a Polícia Militar precisa criar uma divisão ou grupamento específico no combate a essa modalidade de crime.

“Grande parte dos usuários está à mercê desses criminosos, e tem sido presente um medo generalizado de que ocorra o pior, ou seja, de que não se possa nem mais voltar vivo para casa”, apontou. O parlamentar disse que avalia a possibilidade de apresentar um projeto de lei, indicativo ao governo do Pará, que possa viabilizar a formação desse contingente militar.

Para ele, o índice de assaltos a coletivos na capital e na Grande Belém “chegou ao limite do tolerável”. “Ninguém aguenta mais a elevação da violência, que nesse caso em particular fere o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos”, salientou Sidney Rosa.

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