Evento vai discutir a prevenção da gravidez precoce e suas consequências

Jovens chamados para debater sua condição e sua sexualidade, como forma de prevenção à gravidez indesejada na adolescência, entre outros problemas. Este é o objetivo do seminário denominado Adolescência: Sexualidade e Direitos Humanos, que será realizado amanhã, 31, idealizado pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOIJ) e o Centro de Apoio Operacional da Cidadania (CAO) do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).

O evento é alusivo à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei Nº 13.798, de  03 de janeiro deste ano, com a finalidade de enfrentar a gravidez precoce e as consequências que trazem à vida dos jovens menores de idade.

A idealizadora do evento, promotora de justiça, Leane Fiúza, que coordena o CAOIJ, explica que o projeto de lei, que este ano alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não contemplou o debate sobre sobre sexualidade, apenas institui a prevenção da gravidez na adolescência. No entanto, o evento convidou o público juvenil para ser protagonistas das discussões sobre educação sexual, uma forma de conscientização dos jovens.

“Os adolescentes vão mostrar a visão de mundo deles. A educação sexual nas escolas ainda é um tabu. Mas, os índices de gravidez e casamento entre menores de idade por causa de gravidez na adolescência é uma realidade cruel, que precisa ser enfrentada, debatida, entre eles”, ressalta a promotora.

O debate ocorrerá no auditório da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, a partir das 8 horas, e tem o objetivo de aprimorar a atuação dos membros e servidores do Ministério Público, fortalecer a interlocução do MPPA com a sociedade civil e incrementar a política institucional do órgão ministerial no fomento ao protagonismo juvenil em defesa dos direitos humano sexuais e reprodutivos.

Em 2016, somente no Estado do Pará, foram realizados 39 mil partos em adolescentes, o que configura um número muito alto e que precisa ser enfrentado de forma séria e consciente.

Para se ter uma ideia do problema, os dados apontam que na região do arquipélago do Marajó, há um índice muito alto de casamentos na adolescência e até na infância por causa da gravidez precoce. Meninas e meninos entre 13 e 14 anos começam a vida sexual precocemente e sem nenhuma orientação, as meninas acabam engravidando e as famílias fazem os casamentos. A gravidez precoce é uma das causas do abandono da escola por jovens.

“Precisamos oportunizar a juventude a debater com as instituições todos os aspectos que eles acham importante sobre sexualidade, entre outros. Vamos discutir bullying, meninos trans vítimas de preconceitos e muitos problemas”, explica a promotora.

Com o seminário, a promotora acredita que o MPPA promove uma inovação na forma de debate, pois os jovens, além de protagonistas do evento, terão oportunidade de interagir com médicos, psicólogos, antropólogos, professores e os membros do MP, que participarão do seminário. “Como eles próprios dizem, será o lugar de fala dos jovens. Será um passo importante para ouvirmos os coletivos da juventude”, ressalta Leane Fiúza.

O seminário terá quatro painéis, com relevantes temas. O painel I tratará do ” Fortalecimento do Protagonismo Juvenil em Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos “, seguido do painel II, que irá debater sobre a ” Educação Social e Questão de Gênero “. No painel III, o assunto será a ” Gravidez na Adolescência e Violência sexual “, e por último, no painel IV, será abordada a “Garantia do Saudável Desenvolvimento Sexual ”

Portal Roma News

 

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