“Há uma grande quantidade de proteína nas sementes de algodão” Imagem créditos: arquivo – Republicada do site agrolink
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aprovou nesta terça-feira (23.10) uma variedade geneticamente modificada de algodão cujas sementes podem ser consumidas. O produto foi desenvolvido pela Texas A & M University, e necessita ainda da aprovação do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Segundo Keerti Rathore, professor de Texas A & M, que começou a trabalhar no projeto há 23 anos, os cientistas descobriram como silenciar um gene na planta que produz uma toxina, chamada gossipol. Embora o gossipol proteja a planta dos insetos, ela torna as sementes não-comestíveis para os seres humanos e a maioria dos animais.

Esta variedade geneticamente modificada mantém os níveis de proteção do gossipol nas plantas, mas o composto é significativamente reduzido na semente. Isso beneficia a agricultura ao reduzir os custos de refino do óleo de semente de algodão e, potencialmente, expande o uso de sementes de algodão nas indústrias de alimentos para animais e de aquicultura, bem como para a fabricação de comida para seres humanos

Kater Pescada, vice-presidente da Cotton Inc., que realiza pesquisas e comercialização para os produtores e financiou o projeto, afirmou que a comercialização desse produto irá demorar mais algum tempo. No entanto, ele diz que o algodão poderá colaborar com a segurança alimentar quando estiver pronto para o consumo e comercialização.

“Há uma grande quantidade de proteína nas sementes de algodão, suficiente para atender às necessidades diárias de 600 milhões de pessoas se todo o algodão do mundo for substituído por variedades comestíveis”, comenta.

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