A cada 1.4 segundo uma mulher é vítima de assédio no Brasil. Os dados são do Instituto Maria da Penha e usam como base a pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada em fevereiro de 2017, em 130 municípios.

Recentemente, treze mulheres relataram terem sofrido abusos sexuais do médium João de Deus durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, em Goiás. Muitas tiveram medo de denunciarem.

Apesar de os números serem alarmantes, muito casos não entram para as estatísticas porque não são denunciados. Mas o que leva várias mulheres a não denunciarem crimes do tipo?

O Portal Roma News foi até as ruas para perguntar para a população. Assista!

A psicóloga, Laryssa Furtado, da Fundação Propaz, conversou com o Portal Roma News e explica que são vários os fatores que levam as mulheres a não denunciarem. “Muitas das vítimas não identificam que sofreram assédio, principalmente porque é muito naturalizado a violência contra as mulheres no mundo todo.  Outro fator é o medo de que ninguém vá acreditar nela, além do medo do assediador e da exposição que a mulher vai enfrentar durante o processo”.

Laryssa Furtado é uma das psicólogas dos projetos que integram o ProPaz. De 2004 a março de 2018, O Propaz atendeu um total de 24.679 pessoas, entre crianças, adolescentes e mulheres vítimas de diversas formas de violência.

Para denunciar casos de abuso sexual, a pessoa pode procurar conselhos tutelares em seus bairros ou municípios, a delegacia mais próxima de sua casa, uma das unidades do Pro Paz Integrado, A Delegacia da Mulher, na travessa Mauriti, ou ligar para o “Disque 100”.

Por Octávio Marcos,
Com supervisão de Madson Santos

Fonte: Roma News

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