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Frentistas de postos de combustíveis vivem alarmados. Alguns já foram assaltados várias vezes. (Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)

Eles chegam armados em carros ou motocicletas, pois sabem os postos de combustíveis são alvo fácil. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) diz que em 2015 ocorreram 130 registros de assaltos a este tipo de estabelecimento na Região Metropolitana de Belém (RMB). Em 2016, foram computadas 140 ocorrências.

O frentista de um posto de gasolina, na avenida Almirante Barroso, no bairro do Marco, que prefere não ser identificado, já foi vítima de assalto duas vezes. A primeira aconteceu às 9h de um sábado. Os assaltantes chegaram numa moto e pediram para abastecer o veículo. Na hora do pagamento, o passageiro anunciou o roubo, exibindo a arma na cintura. Mas, para sorte do trabalhador, ele tinha acabado de iniciar no expediente. “Levaram apenas R$ 7. Pegaram o dinheiro e fugiram”, lembra.

O segundo foi à noite, por volta das 22h. Desta vez, os assaltantes chegaram num carro, anunciando o roubo. “Eu estava com parte da renda do dia. Levaram R$ 600”, conta o frentista que está há 15 anos na profissão e já presenciou inúmeras ações da bandidagem nos locais em que trabalhou. “Quando estão tranquilos, levam apenas o dinheiro, mas o medo é que levem nossas vidas”, lamenta.

d6cf7867 62f3 46f7 bade 14735669f8c8 300x207 1 300x207 - Postos de combustível são alvo fácil para bandidagemJoaquim Castanheira é o gerente de um posto na avenida Pedro Miranda com a travessa Lomas Valentinas, no bairro da Pedreira. No local, em 2015, o frentista José Ribamar da Silva foi salvo pelo aparelho celular que estava no bolso da sua camisa, quando um dos bandidos, na tentativa de assalto, atirou contra ele. O gerente afirma que “o estabelecimento tem câmera de vigilância e adota algumas medidas para conter as ações”. Ele recomenda aos frentistas não reagirem em situações como estas. “É preciso manter a calma, e dar o que o criminoso pede”, adverte.

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“O estabelecimento tem câmera de vigilância e adota algumas medidas para conter as ações”, Joaquim Castanheira, Gerente de posto. (Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)

USO DE CARTÃO DE CRÉDITO DIMINUIU PREJUÍZO

Com o uso cada vez mais frequente de cartão de crédito, nos postos têm diminuído a circulação de dinheiro, até mesmo nas lojas de conveniências, dentro destes estabelecimentos. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Pará (Sindicombustíveis), Ovídio Gasparetto acredita que esse é um dos motivos que os criminosos não estão protagonizando grandes roubos. “Hoje a ação é mais rápida, pegam o que o frentista tem e fogem”, destaca.

A orientação para os estabelecimentos que trabalham apenas com dinheiro, é que os frentistas fiquem com um pequeno valor em mãos. “Os postos têm bancos e o dinheiro é depositado constantemente”, lembra. Outros locais usam os cofres para guardar a renda. Cada estabelecimento tem uma política para conter os assaltos. Os valores permitidos para o frentista ter em mãos, vária entre R$ 100 a R$ 200.

Gasparetto recomenda que estes trabalhadores mantenham distância um dos outros durante o expediente, pois se ocorrer uma abordagem, a renda de apenas um será levada. “Eles vêm até de bicicleta com faca, de cara limpa. O objetivo é pegar dinheiro e sair. Não se vê grandes ações”, observa o presidente do sindicato.

Mesmo os assaltantes levando uma quantia baixa, Gasparetto aconselha aos proprietários de postos que registrarem um boletim de ocorrência. “O gerente pode ir à delegacia mais próxima ou fazer pela internet. É importante para ter a estatística correta”, alerta.

(Roberta Paraens/Diário do Pará)

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