Depois de três meses consecutivos de alta, a produção da indústria paraense voltou a registrar queda em agosto, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o Pará e outras cinco das 15 regiões investigadas anotaram recuo na produção na passagem de julho para agosto. A redução do Pará no mês foi de 1,1%, interrompendo as taxas positivas de maio (10,5%), junho (3,0%) e julho (2,7%). Em agosto do ano passado, a produção das indústrias do Estado foi apontou acréscimo de 0,8%.

O recuo da indústria paraense foi o segundo maior do mês, atrás somente do registro do Amazonas (-5,3%). Ainda tiveram taxas negativas:  Espírito Santo (-0,9%), São Paulo (-0,9%), Santa Catarina (-0,7%) e Rio de Janeiro (-0,3%). Por outro lado, Mato Grosso (3,0%), Bahia (2,7%) e Pernambuco (2,6%) apresentaram os avanços mais acentuados no mês. Ceará (1,5%), Região Nordeste (1,5%), Rio Grande do Sul (0,8%), Paraná (0,7%), Minas Gerais (0,5%) e Goiás (0,2%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos.  Em todo o País, a variação foi de -0,3%.

Com esse decréscimo mensal, o índice de média móvel trimestral da indústria do Pará caiu de 5,2% em julho para 1,5% em agosto. No período, só registraram índices menores: Amazonas (-1,8%), Rio de Janeiro (0,6%) e Espírito Santo (0,7%). Em todo o País, a oscilação no último trimestre foi de apenas 3,8%, com destaque para o Mato Grosso, com alta de 8,2%.

No entanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria do Estado registrou o terceiro melhor resultado do País, com avanço de 11,0%, mantendo o desempenho positivo de julho (13,7%). Os melhores resultados foram registrados pelas indústrias do Rio Grande do Sul (12,3%) e de Pernambuco (11,7%), enquanto o índice nacional no mesmo período foi de 4,0%.

No indicador acumulado para o período janeiro-agosto de 2018, frente a igual período do ano anterior, o Pará aponta variação de 9,2%, sendo superado nesses oito meses somente pela marca do Amazonas (10,9%). A média nacional nesse período foi de 2,5%. Já a taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, avançou 10,1% em agosto de 2018 no Pará. Nesse caso, o resultado é o maior do País, junto com a indústria amazonense (10,1%). No Brasil, a variação acumulada nos últimos 12 meses foi três vezes menor: 3,1%.

Atividades

A indústria paraense expandiu 11,0% em agosto de 2018 na comparação com igual mês do ano anterior, com cinco dos sete setores investigados assinalando aumento na produção. Segundo o IBGE, o principal comportamento positivo foi das indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), com alta de 13,38%. Também registraram ligeiro aumento o setor de produtos alimentícios (0,20%), produtos de madeira (0,14%), de bebidas (0,05%) e de celulose, papel e produtos de papel (0,02%). Já os principais impactos negativos vieram das atividades de indústrias de metalurgia (-2,64%) e de produtos de minerais não-metálicos (-0,14%).

Já o avanço na produção de 9,2% nos primeiros oito meses do ano se deve as variações positivas em quatro dos sete setores investigados. A principal contribuição positiva sobre o total da indústria foi observada também na atividade das indústrias extrativas (10,38%). Ainda tiveram desempenhos positivos os setores de produtos alimentícios (0,48%), de produtos de madeira (0,10%) e de bebidas (0,03%). Em contrapartida, as influências negativas mais relevantes vieram dos setores de metalurgia (-1,55%), de produtos de minerais não-metálicos (-0,29%) e de fabricação de celulose (-0,01%).

Redação Integrada ORM

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