Se ainda hoje se mantém a discussão em torno do orgasmo feminino, surgiu também há algum tempo um tema que tem gerado bastante discussão: o famoso ponto G.

Aos poucos a intimidade feminina tem vindo a ser discutida na opinião pública, em jornais, televisão, sem qualquer pudor ou complexos. Das questões básicas, passou-se para outro tipo de discussões geradas em torno de assuntos tão sensíveis como o orgasmo feminino, a ejaculação da mulher, e o famosos ponto G. As diferenças entre o orgasmo clitoriano ou o vaginal têm sido também um tema de conversa aprofundado por muitos, que assim tentam compreender melhor a intimidade feminina.

Ainda que Freud tivesse afirmado que o orgasmo clitoriano era comum em mulheres menos experientes, e que o vaginal simboliza um amplo conhecimento sexual, a verdade é que estudos recentes demonstraram que o orgasmo clitoriano é bem mais fácil de ser alcançado do que o vaginal e que este factor nada tem a ver com a história sexual da mulher em questão. Ainda hoje, independentemente da forma como é atingido, tem suscitado uma enorme controvérsia.

Muitas são as mulheres que nunca atingiram o orgasmo durante a relação sexual, e são apenas algumas as que se podem dar ao luxo de dizer que já tiveram essa sensação. A verdade é que não se atinge o orgasmo se não tivermos em conta determinados factores, como um forte desejo pelo outro, uma grande carga de intensidade sexual, uma forte vontade de entrega, e ainda uma enorme cumplicidade entre si e a outra pessoa. Se antigamente ter um orgasmo era sinal de leviandade, hoje em dia é uma obrigação tê-lo, e caso isso não suceda a mulher é logo considerada como problemática.

Todavia, a ansiedade em atingi-lo e a pressão exercida sobre a sociedade para o conseguir poderá fazer com que seja extremamente difícil viver essa experiência. Além da obrigação do orgasmo, o ponto G ou a ejaculação feminina são assuntos que estão actualmente em voga. Desde então, a localização do ponto G tem-se tornado quase uma paranóia, em busca de um prazer ainda mais intenso. Tanto a ejaculação feminina como o ponto G têm vindo a ser intensamente discutidos, mas a verdade é que não há provas científicas que nos permitam ter 100% de certezas acerca destes dois registos sexuais.

A mulher quando está excitada liberta um líquido pelas sua paredes vaginais que vai facilitar a penetração, e esse fluxo tem tendência a aumentar à medida que a mulher vai ficando mais excitada. Daí, e embora esse fluxo possa ser bastante intenso quando a mulher atinge o orgasmo, não se pode ter a certeza se daí advém a libertação feminina. A busca do prazer é, de facto, uma necessidade nos dias de hoje, até mesmo porque há uma maior liberalização e informação relativamente ao tema. Porém, não podemos fazer desse assunto uma escalada para a obrigatoriedade do que quer que seja, e há que pensar que os corpos são diferentes e com formas de reacção distintas.

Viver obcecados com o ponto G ou com o climax feminino não é a melhor conduta para uma vida sexual saudável. Há que, sem dúvida, procurar fazer mais e melhor, mas não colocar esse assunto como o mote diário de conversa e reflexão. O corpo humano tem uma quantidade de pontos eróticos que quando tocados correctamente podem produzir sensações únicas, mas o clitóris é o principal caminho para se atingir o orgasmo. Através do toque directo ou de posições sexuais que o conseguem estimular indirectamente, a mulher poderá conseguir atingir o orgasmo. Lógico que isso vai depender dos preliminares, do toque, do desejo, da excitação, e da cumplicidade com o seu parceiro.

Exigir o climax a uma mulher torna-se uma atitude ridícula da parte do homem. O problema não é somente da mulher, nem apenas do homem, mas sim de uma falta de estimulação correcta e da ausência de entrega total de ambas as partes, como pode também provir de outros problemas na intimidade feminina. E, não se esqueça: para que tudo seja perfeito é preciso que os dois depositem o seu melhor naquele momento!

Fonte: mulherportuguesa

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