O dirigente cubano, Miguel Díaz-Canel, percorreu as ruas da capital durante a madrugada de segunda-feira (28) para supervisionar os trabalhos de resgate.
“Estamos percorrendo os locais afetados pelo fenômeno atmosférico de grande intensidade em Regla [município de Havana]. Os danos são severos. Várias brigadas trabalhando no restabelecimento”, escreveu o presidente nas redes sociais.
“A força dos ventos do tornado pode ser comparada à de um furacão de categoria 4 ou 5, embora seu impacto tenha sido mais localizado”, afirmou o porta governista Cubadebate.
No bairro de Galicia, o Hospital Materno Infantil estava sendo esvaziado devido a danos em suas instalações.
“Forte tornado em Havana. Me pegou na rua, no carro, com minha mulher e meus filhos. Tive de ir me esquivando de árvores caídas, inundações, fortes ventos, até chegar em casa. Passamos um grande susto”, afirmou o ator Luis Silva.
O tornado se deu em meio a uma esperada tempestade que já afetava a zona oeste de Cuba, com rajadas de até 100 kn/h e penetração do mar. A tormenta se prolongava na madrugada desta segunda-feira.
O especialista do Instituto de Meteorologia (Insmet), Armando Caymares, disse à imprensa oficial que “as pessoas sentiram como o som de um avião de propulsão a jato e mudanças na pressão ambiental”.
Pelas redes sociais, cidadãos compartilhavam imagens de ruas inundadas, de veículos revirados e lançados contra muros, ou atingidos por postes. Tudo isso em meio à penumbra.
Em vários bairros, a energia já havia sido cortada antecipadamente por precaução, mas ia sendo reposta à medida que as condições melhoravam.
Os especialistas em meteorologia explicaram que o fenômeno resultou de uma baixa extratropical que desceu do sudeste do golfo do México e entrou pelo oeste da ilha.
As zonas do oeste de Cuba afetadas são as províncias de Pinar del Rio, Artemisa e Mayabeque. A tempestade avançava para o centro do país, mas com menor intensidade, segundo especialistas.
De acordo com o Insmet, a passagem de tornados pela capital cubana não é um fenômeno cotidiano. Um dos mais lembrados é o de 26 de dezembro de 1940, que atingiu a localidade de Bejucal.
Em 2017, o poderoso furacão Irma castigou 12 das 15 províncias cubanas, deixando perdas de mais de US$ 10  bilhões, com danos em moradias, instalações de saúde, escolas, hotéis, redes elétricas e cultivos.

Fonte: FolhaPress

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