CAOS
Com mais de 70 mil habitantes, segundo levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Novo Repartimento, no sudeste do Pará, está com cerca de 80% dos seus 5.380 quilômetros de vicinais de terra precisando de recuperação.
Com chuvas do início do período de inverno que começaram a cair na região, há registros de áreas com muitas dificuldades de tráfego e outras completamente interditadas. Além disso, os dois principais acessos que levam a três grandes assentamentos locais, o Tuerê I e II, e o Rio Gelado, totalizam diversos trechos comprometidos numa extensão estimada  de 330 quilômetros.
Para os dois primeiros, Tuerê I e II, que compreendem a maior área assentada da América Latina com mais de 3 mil famílias, um total estimado de dez pontes de madeira precisa de recuperação imediata, algumas delas até substituição total. “Há riscos de acidentes e de mortes”, revelou ao Roma News o secretário de Obras e Infraestrutura local, Junaílton Cândido da Silva. “Recuperamos no período de verão pontos da rua principal, a Transtuerê, mas no inverno a situação piora”, disse ele, que lamenta a falta de apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). “Não ajudaram nem com um litro de [óleo] diesel”, criticou.
ponte2 - Zona rural de Novo Repartimento clama por infraestrutura
Imagem Reprodução
Produtores rurais têm muita dificuldade em escoar a produção pelas vicinais
Dividido entre a sede e três distritos – Maracajá, Belo Monte e Vitória da Conquista -, Novo Repartimento, cuja área é maior que o Estado de Sergipe, sofre com transporte de pacientes até entre vilas – a distância pode chegar a até 240 quilômetros em estradas com buracos. Vitória da Conquista, por exemplo, fica a 183 quilômetros da sede. A vila de Nova Descoberta, em Rio Gelado, também com complicadores estruturais, é mais longe: 220 km.
Na estrada de chão da região de Paracanã, onde estariam situadas pelo menos dez aldeias indígenas dessa etnia, e onde situa-se o importante polo pesqueiro, também existem muitos trechos com atoleiros e pontes quebradas. Trabalhadores rurais de Novo Repartimento, que equivalem a aproximadamente 30% da população, enfrentam dificuldades em escoar produtos agrícolas.
Comunidades já chegaram a ficar isoladas por problemas estruturais nas estradas vicinais e devido a pontes precárias. Estudantes também são afetados no transporte escolar: há pais que são obrigados a levar filhos às aulas, percorrendo grandes distâncias em motocicletas.
ponte3 - Zona rural de Novo Repartimento clama por infraestrutura
Imagem Reprodução
Há trechos que a ponte está completamente intrafegável
A Prefeitura espera que o novo governo estadual viabilize as obras. “O [governador eleito] Helder Barbalho veio aqui na campanha política e fez compromissos com o nosso município. Agora esperamos que cumpra”, disse o secretário Junaílton da Silva.
 Por: J.R. RODRIGUES / Roma News

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