O Dia Nacional do Livro é celebrado anualmente no dia 29 de outubro. A data foi instituída em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa.

No Brasil, o primeiro livro a ser editado foi “Marília de Dirceu”, do escritor Tomás Antônio Gonzaga, no ano de 1808, quando da fundação da Imprensa Régia por D. João VI.

Outras homenagens são feitas ao livro, como o Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado no dia 18 de abril, em homenagem ao Escritor Monteiro Lobato e o Dia Internacional do Livro, em 23 de abril, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes.

Em Paragominas, o Dia Nacional do Livro é celebrado nas instituições de ensino, onde são realizadas verdadeiras festas literárias. A cidade possui seus próprios autores. Muitos destes têm suas obras publicadas em uma coletânea intitulada Gotas Literárias, que já possui 15 edições e é o livro mais lido na rede pública municipal.

Outros escritores possuem obras independentes. Dentre estes, destacamos:

Profª Gláucia, ladeada pelos dançarinos Vitter e Dulce

Gláucia Lígia Rabelo Leal — sendo ela mesma uma pioneira do município, a professora e historiadora lançou uma obra de leitura obrigatória para quem quer conhecer a história da cidade, chamada “Paragominas, a realidade do pioneirismo”, a qual possui dois volumes.

Jorginho Quadros, durante o lançamento do livro Quando eu era grande, no Sesc Boulevar (2016)

Jorginho Quadros — além de ter sido premiado diversas vezes e possuir obras publicadas na coletânea Gotas Literárias, o autor possui oito livros autorais, um deles premiado em nível regional pela Fundação Cultural do Pará, sob o título “Conspiração do Verbo ou O Formigueiro”; um segundo livro foi premiado em nível nacional promovido pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), sob o título “Bus Simplesmente Diferente”; um terceiro, foi lançado pela editora portuguesa Chiado, intitulado Las Parablas é Trubisco, que o autor considera um brinquedo e “um novo dialeto literário”; os demais livros são infantis: Quando eu era grande (editora Twee), amplamente difundido nas escolas e bibliotecas locais; Noca a Minhoca (Cromos Editora); Dos/Dois Manolitos, bilíngue lançado pela Twee; O Pirata Azulaine e o Continente Perdido, pela Twee; e Só Uma Palavra, para leitores iniciantes, pela Twee. Jorginho também é autor de um cd de músicas voltado para o incentivo da leitura. É contador de histórias e promotor de leitura, sendo co-fundador do Instituto Cultural Fernando Arapiranga e do projeto Cultura na Kombi, que leva literatura às comunidades periféricas e a zona rural, além de possuir um sebo café, chamado Dona Traça.

Jorleide, no lançamento do livro Paragominas em Versos

Jorleide Antunes Arruda — a escritora é uma das mais premiadas no concurso Gotas Literárias. Suas obras já foram tema de espetáculo por companhia de teatro local e de música detentora do 1º lugar no Festival Municipal da Canção. A autora possui uma legião de fãs na cidade. Sempre abordando os encantos e as histórias da cidade, Jorleide lançou um livro chamado “Paragominas em Versos” onde narra de maneira poética a história do pioneirismo no município. Após este, Jorleide lançou um livro de poesia, intitulado “Caminhos D’Água, do queijo com goiabada ao açaí com tapioca”, pela Twee, onde narra poeticamente a sua trajetória de Minas Gerais ao Pará.

Nazaré Narcisa lança suas obras em restaurante mexicano

Nazaré Narcisa — poeta crônica, há anos Naza escreve diariamente em seu caderno de poesias. São volumes e mais volumes de poesias cheias de volúpia, nas quais ela aborda o amor, a paixão, a amizade, e os desejos secretos do ser. Seus livros são “Doces Pecados” 1 e 2, publicado pela editora paraense Sant’Mel.

Lusmar Horas na Feira Pan Amazônica do Livro, 2015.

Lusmar Horas — o cordelista Lusmar Horas, popularmente conhecido como Pernambuco, é também um pioneiro do município e um dos conservadores da cultura do cordel. Foi em 2015, durante a Feira Pan Amazônica do Livro, em Belém, que ele lançou pela Cromos, a obra intitulada “A Saga de Mariazinha”, que fez grande sucesso na região.

Seu Zé Maria recebendo o distintivo do Rotary

José Maria Machado — Seu José Maria é outro cordelista de grande talento e possui diversas obras publicadas. Nelas, o autor destaca grandes entidades das quais é membro, como o Rotary Club e a Maçonaria.

Américo Leal Viana (in memoriam)

Américo Leal Viana (in memoriam) — O grande escritor Leal é natural de Belém do Pará. Formou-se em letras, porém, a sua vida foi dedicada ao jornalismo. Leitor inveterado, devorava dos clássicos aos contemporâneos, sem qualquer preconceito. Houve ano em que Leal contabilizou 100 livros lidos. Teve maciça presença na coletânea Gotas Literárias, sendo um dos mais premiados. Lançou o livro “Borboletas Invisíveis”, de contos, fruto do prêmio Maria Lúcia Medeiros, do extinto Instituto de Artes do Pará. Deixou outras obras inéditas.

 

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