A ação tem como objetivo reforçar a necessidade contínua de convencer a população a adotar estratégias para evitar o acidente.

cabelo 300x200 - Ação para combate do escalpelamento será reforçada no interior do ParáA Coordenação Estadual de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizará a partir de segunda-feira (21), a 3ª Semana Paraense de Enfrentamento aos Acidentes de Motor com Escalpelamento. A ação acontece nos municípios de Abaetetuba, Limoeiro do Ajuru, Curralinho, Breves, Portel e Bagre que historicamente trazem registros de casos do tipo e tem como objetivo reforçar a necessidade contínua de convencer a população a adotar estratégias para evitar o acidente.

“Ao longo do ano são realizadas seis campanhas pontuais contra o escalpelamento e os resultados têm sido positivos. As estatísticas apontam para uma redução expressiva desse tipo de acidente, que este ano ainda não gerou nenhum registro”, acrescentou Socorro Silva.

De acordo com a secretaria a ação tem como objetivo reforçar a necessidade contínua de convencer a população a adotar estratégias para evitar o acidente, causado pelo eixo exposto dos motores das embarcações que, ao enroscar e puxar os cabelos longos das meninas e mulheres arranca parte ou todo o couro cabeludo, podendo levar à morte.

A abertura acontecerá às 9h, na Feira do Açaí, anexo ao mercado do Ver-o-Peso, no Porto do Açaí, e Porto da Palha, em Belém. Na programação haverá, roda de conversa com trabalhadores de saúde, cobertura de eixo de motor, abordagem aos barqueiros, curso de Capacitação em Tecnologias em Saúde no uso de curativos industrializados para atendimento de Urgência e Emergência de Lesões das Vítimas, entre outros.

Dados

Segundo um balanço realizado pela Sespa, o Arquipélago do Marajó e o oeste paraense lideram as procedências das vítimas de escalpelamento. Ao todo, 42 municípios compõem essa lista. Mas o balanço dessas ocorrências mostra a eficácia do trabalho que vem sendo feito: de 1982 até dezembro de 2014 foram registrados 409 casos de escalpelamento, contra 11 em 2015, seis em 2016 e nenhum até o presente mês de 2017.

(G1 Pará)

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