Inconformado com a derrota que sofreu na noite dessa terça-feira (18/06/2019), no plenário do Senado Federal, o presidente Jair Bolsonaro não perdeu tempo e foi às redes sociais reclamar dos 47 votos contrários ao decreto editado por ele, que permitiria a posse, o porte e a comercialização de armas no País.
bolsonaro 19062019 2 - Bolsonaro reage à derrota do decreto das armas no Senado

“Quem deixa de ter acesso a armas de fogo com leis de desarmamento, o cidadão que quer apenas se proteger ou o criminoso, que, por definição, não segue as leis?”, indagou o chefe do Executivo federal, dando continuidade ao discurso de que “o direito à legitima defesa não pode continuar sendo violado”.

Agora, os sete projetos de decreto legislativo (PDL nº 233/2019), que foram apreciados em conjunto pela Casa e pedem a suspensão do documento presidencial, seguem para a Câmara dos Deputados. Depois de a matéria ser apreciada pelos deputados federais, o PDL poderá, se aprovado, sustar os efeitos da medida tomada pelo presidente. Por enquanto, os efeitos do decreto presidencial continuam valendo.

Apelos de Bolsonaro

A poucas horas do início da sessão, que foi um balde de água fria nas prioridades de Bolsonaro, o presidente fez diversos apelos públicos – pediu que “não deixassem o decreto morrer na Câmara ou no Senado”. Segundo o líder brasileiro, quem perde, em caso de derrota, não é o governo e, sim, o “cidadão de bem”, que precisa se defender, diante da ineficiência da segurança pública.

Há meses, o presidente tem feito campanha declarada para que o Brasil siga os passos dos Estados Unidos e permita a posse de armas a pessoas comuns. A bandeira foi promessa de campanha durante os meses que antecederam as eleições de 2018, que elegeram o capitão reformado presidente.

Portal Roma News/ Com informações Metrópoles.

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