Pré-candidato à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi recebido em almoço fechado na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Lago Sul, em Brasília, mas não encantou. “Radical”, “genérico” e “inconsistentes” foram algumas das expressões usadas pelos deputados presentes para se referir ao convidado.

O discurso de Bolsonaro contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a repetição de uma promessa feita de distribuição de fuzis para fazendeiros enfrentarem “invasores” não foram suficientes para unir o candidato aos ruralistas. “A gente não quer uma pessoa que traga mais insegurança”, afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

O tucano argumenta que “essa campanha está nascendo como uma guerra de marketing. Estão mais preocupados em dar declarações que comovam a opinião pública do que fazer análises profundas”. “Às vezes somos estigmatizados. O setor agropecuário não pode e não tem o egocentrismo de pensar o Brasil só sob o olhar do campo e da produção. Olhamos questões como saúde, educação e segurança”, completou.

Bolsonaro disse que saía do almoço “confiante” e estimou que 90% dos presentes o receberam bem. Em referência a Domingos Sávio, reclamou por ser chamado de radical e rebateu. “Quero ver se esse vaselina vai resolver o problema da violência. Ele que apresente uma solução”, afirmou.

‘Porteira fechada’

O deputado disse que, caso seja eleito, entregará o Ministério da Agricultura de “porteira fechada” para o setor indicar técnicos, do ministro aos assessores. O deputado Luiz Nishimori (PR-PR) disse ter gostado do discurso de Bolsonaro, mas reconheceu que não é novidade ministro da Agricultura ser escolhido pelo setor: “Isso é normal”.

(Veja)

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