327752258 300x199 - Cai o custo da alimentação básica do Pará no 1º semestreBalanço aponta queda nos preços na maioria dos produtos da cesta básica em Belém no mês passado.

O preço da cesta básica de alimentos comercializada em Belém apresentou queda de 2,42% no último mês de junho em relação ao mês de maio de passado e alcançou o valor médio de R$ 393,01. No acumulado do ano, o preço da cesta de produtos básicos chega a ser 4,31% inferior ao montante do primeiro semestre do ano passado. Já em relação ao acumulado dos últimos 12 meses (junho/16 a junho/17), a queda no valor é ainda mais acentuada, de -6,27% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que desde janeiro de 2016, mudou a metodologia da Pesquisa da Cesta Básica e também passou a realizar o levantamento do preço do conjunto básico de bens alimentícios em todas as capitais brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada ontem, no último mês de junho, 23 capitais apresentaram quedas e quatro apresentaram aumentos de preços – Belo Horizonte anotou o maior decréscimo (-4,03%) e Fortaleza a maior alta (0,99%). Neste ranking, Belém surge como a capital com a 11ª maior variação negativa no mês.

O balanço aponta queda nos preços na maioria dos produtos da cesta básica em Belém no mês passado. Os destaques foram a banana, com redução de 7,40%; seguida do tomate (-7,10%); pão francês (-6,83%); carne bovina (-4,44%); farinha de mandioca (-3,08%); óleo de soja (-2,78%); leite (-2,75%); e arroz (-1,15%). Também no mês de junho, poucos produtos apresentam reajustes de preços, com destaque para o feijão, com alta de 36,32% e da manteiga, com variação de 5,74%.

07058e7e d900 4cdd 8e08 fc8ede320d25 300x200 2 300x200 - Cai o custo da alimentação básica do Pará no 1º semestreSegundo o DIEESE/PA, no último mês de junho, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 1.179,03 sendo necessários, portanto cerca de 1,26 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa mostra ainda que, para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 45,59% do salário mínimo de R$ 937,00, em vigor desde 01.01.2017, e teve que trabalhar 92 horas e 17 minutos das 220 horas previstas em Lei.

Considerando os resultados do primeiro semestre do ano, também foi observado decréscimo de preço na maior parte dos produtos que integram a cesta básica, com relevância para as reduções dos preços do leite (-10,51%), da banana (-9,59%), do pão (-9,04%), do feijão (-7,74%), da carne bovina (-7,58%), da farinha de mandioca (-7,29%) e do arroz (-2,64%). Por outro lado, sofreram aumento no mesmo período o tomate (11,44%), a manteiga (9,66%) e o óleo de soja (6,35%).

O salário mínimo necessário para atender uma família nesse período, segundo o Dieese/PA, deveria ter sido de R$ 3.727,19 – em torno de 3,98 vezes maior que e o salário mínimo oficial. O valor do Salário Mínimo necessário é calculado de acordo com a determinação da Lei que estabeleceu os valores da Cesta Básica Nacional (decreto-lei N° 399/38) e também com base nos preceitos Constitucionais que norteiam o salário mínimo.

Já nos últimos 12 meses, os produtos da cesta que mais apresentaram redução de preços foi o feijão (-39,26%), o pão (-8,20), a farinha de mandioca (-6,77%), a carne bovina (-6,66%), a banana (-5,62%), o arroz (-2,64%), o óleo de soja (-2,33%) e o leite (-1,92%), enquanto a manteiga e o café registraram os maiores aumentos, com respectivas variações de 29,10% e 15,16%.

Das 27 capitais pesquisadas pelo Dieese, Porto Alegre foi a que apresentou o maior valor da alimentação básica em junho, com valor de R$ 443,66; seguida de São Paulo, com o custo de R$ 441,61; e Florianópolis, com o gasto de R$ 432,40. No Balanço Nacional, Belém ficou com décima cifra mais cara do País no que diz respeito ao custo da alimentação básica. Os menores valores médios foram observados em Rio Branco, com R$ 333,35 e Salvador, com R$ 350,22.

(ORM)

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