Três parlamentares foram agredidos na cabeça

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Um grupo de apoiadores do Governo de Nicolás Maduro invadiu, o Parlamento da Venezuela – 05/07/2017 (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Enquanto a Assembleia Nacional da Venezuela votava nesta quarta-feira (05) a convocação de um referendo para questionar a Constituinte convocada pelo governo, um grupos de simpatizantes do regime chavista invadiu a Casa e agrediu os deputados da oposição.

07058e7e d900 4cdd 8e08 fc8ede320d25 300x200 1 300x200 - Chavistas invadem Parlamento e ferem deputados da oposiçãoOs políticos classificaram o ato como um “assalto” e uma “provocação para gerar violência”. O presidente Nicolás Maduro, por sua vez, condenou a invasão de seus partidários e ordenou uma investigação dos fatos.

O primeiro-vice-presidente da Assembleia, Freddy Guevara, informou que a convocação do referendo foi aprovada, e que o povo será chamado a decidir “o destino do país” no próximo dia 16.

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Homem coberto de sangue tenta deixar a Assembleia Nacional da Venezuela, após um grupo de apoiadores do governo de Nicolas Maduro invadiram a sede do Legislativo, controlada pela oposição, em protesto durante uma sessão parlamentar – 05/07/2017 (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Violência – Na invasão, dezenas de pessoas, algumas encapuzadas, com pedaços de pau nas mãos e vestidas de vermelho, tomaram os jardins do Palácio Legislativo e detonaram rojões. Um dos agressores portava uma arma de fogo. Os deputados Américo de Grazia, Nora Bracho e Armando Armas foram agredidos na cabeça, segundo a deputada Yajaira de Forero. Outros dois funcionários da Assembleia também ficaram feridos.

O vice-presidente Tareck El Aissami esteve nesta quarta-feira no Legislativo, acompanhado do ministro da Defesa e chefe da Força Armada, Vladimir Padrino López, para celebrar o Dia de Independência do país, firmada há 206 anos. Ele discursou por 15 minutos, acusando a oposição de “sequestrar” o Poder Legislativo. Os adversários de Maduro dominam a Casa, com folga, desde sua esmagadora vitória nas urnas em dezembro de 2015.

Referendo contra Constituinte

A crise recente começou depois que Maduro retirou os poderes da Assembléia Nacional – de maioria opositora – e se agravou com a convocação de uma nova Constituinte para o dia 30 de julho. O objetivo é reformar a Constituição para evitar eleições diretas, nas quais o governo sairia derrotado.

Durante os protestos, mais da metade das 85 vítimas fatais do conflito foi atingida por tiros disparados pelos três diferentes organismos de repressão: a polícia, a guarda nacional bolivariana e os grupos paramilitares, conhecidos como colectivos. Além das mortes, o número de presos políticos quadriplicou nos últimos meses e chegou a quase 400 pessoas.

Fonte: Veja.com

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