Ontem (7), Belém voltou a virar um caos por causa da chuva. Ruas ficaram alagadas, o engarrafamento tomou conta das principais avenidas e a população precisou de paciência na volta para casa. Isso porque desde às 17h, a chuva que começou ainda no início da tarde, se intensificou e gerou diversos transtornos. Os problemas pioraram devido ao horário de “pico”, perdurou até metade da noite.

A autônoma Luzinete Batista, de 59 anos, enfrentou sufoco para sair da passagem Elvira, no Curió-Utinga. A rua foi invadida pela água que alcançava metade da perna da moradora. Por pouco, ela não caiu em um buraco coberto pela água. “A gente fica com medo, nunca sabe onde tem um buraco”, comentou. “Moro nesse bairro desde os cinco anos. As pessoas jogam lixo na rua, os bueiros entopem e nenhuma limpeza é feita. O resultado é esse. Toda vez que chove é assim”, reclama.

O trecho da avenida João Paulo II também é problemático. O alagamento nos dois sentidos da via impede a passagem de motoristas. Alguns corajosos arriscam o veículo no alto nível da água, já outros, preferem esperar ou voltar e seguir por outro caminho. “Não vou colocar meu carro dentro dessa água. Vai entrar água no motor, isso se eu não ficar ilhado. Não tem condições.”, desabafa Márcio de Oliveira, contador, 48.

De acordo com o meteorologista Sidney Abreu, do Instituto de Nacional de Meteorologia (Inmet/PA), o que os belenenses estão vivendo é o período de transição do período chuvoso para o menos chuvoso. Isso quer dizer que desde as primeiras horas da manhã, as temperaturas são mais elevadas, um clima bem diferente do mês passado. Já no período da tarde, as chuvas ainda estão presentes. Essa é uma característica comum do mês de maio que, segundo a meteorologia, deve permanecer até a chegada do verão amazônico, previsto para se estabelecer em junho. “Uma das características será a diminuição da nebulosidade durante a manhã e que se desenvolve ao longo do dia atingindo a formação de nuvens com tempestades no período da tarde”, explica.

A tarde chuvosa provocou intenso engarrafamento nas ruas de Belém. No centro da cidade, o engarramento se repetiu nas vias de maior movimentação de carros e ônibus, a exemplo das avenidas Conselheiro Furtado, Gentil Bittencourt e Presidente Vargas. Os corredores de maior acesso, como as avenidas José Malcher, Nazaré e Generalíssimo Deodoro ficaram paradas por mais de uma hora.

Na avenida Almirante Barroso o trânsito parado começou em São Brás e prosseguiu até a avenida Júlio César, no bairro do Souza. Foram mais de cinco quilômetros de lentidão, complicando ainda mais com o alagamento na João Paulo II em dias de chuva forte.

Sem alternativa de passagem, os condutores de veículos acabam usando a principal avenida da cidade para poder se deslocar. Com isso, as transversais, a exemplo da Duque de Caxias e 25 de Setembro, acabam engarrafando também. O trânsito só voltou a fluir após às 19h.

 (Michelle Daniel e Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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