A Polícia Civil informou que a criança subiu em uma árvore após testemunhar as barbáries e passou a noite nos galhos para fugir de dois suspeitos. Ele ficou em estado de choque.

As vítimas foram identificadas como Osvaldo Ferreira, de 38 anos, e Rosilene Rosa de Pedro, de 33 anos. Eles foram encontrados após o garoto relatar a uma professora no dia seguinte tudo o que aconteceu.

“Ele só sobreviveu por ter fugido. Ele não conseguiu falar sobre isso na hora em que localizamos os corpos, estava em choque. Depois, conversamos com lideranças indígenas. Eles conversaram com a criança e ela deu um dos apelidos [dos suspeitos]. Por esse apelido nós chegamos aos autores”, disse o delegado Rodolfo Daltro, responsável pela investigação.

PRISÃO

Após diligências, dois suspeitos foram presos no dia seguinte ao crime e com ajuda de lideranças indígenas locais. A dupla foi identificada como da etnia Bororó, não possui defesa constituída e deverá ser assistida pela Defensoria Pública do Estado.

Em depoimento, um dos suspeitos disse aos policiais, “a gente iria ver o que fazer com ele [a criança, filha das vítimas] depois”. “A brutalidade e a questão deles pouco se importarem com a criança foi impressionante. Eles foram extremamente violentos e frios ao relatarem os detalhes do crime”, explicou o delegado.

A criança foi acolhida pelos tios, por isso não foi encaminhada ao Conselho Tutelar de Dourados.

Já os suspeitos responderão por estupro e duplo homicídio qualificado, sendo que um deles também é suspeito de ter cometido outro homicídio na região dias antes do ataque contra a família em Dourados.

(Com informações do UOL)

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