A data de hoje, 31, foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. O cigarro é, de longe, o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Em cerca de 85% dos casos diagnosticados, a doença está associada ao consumo de derivados de tabaco.

whatsapp image 2019 05 30 at 234417 - Dia Mundial sem Tabaco: Conheça a história da cabeleireira que deixou o vício há 11 anos

Eliana Pinheiro não fuma há 11 anos.

Deixar o vício é uma das escolhas mais difíceis de um fumante. Isto, pois, não basta querer deixar, já que o processo de abstinência causa sintomas agressivos ao indivíduo. A cabelereira Eliana Pinheiro começou a fumar aos 14 anos por influência da mãe. “Aos meus 14 anos, eu tive curiosidade de fumar por ver minha mãe pedir para eu acender o cigarro para ela. A partir daí, surgiu uma curiosidade de experimentar e eu fiquei presa nisso por muitos anos”, afirma.

A tentativa de largar o cigarro não se limitou a uma vez. Eliana fumou diariamente por mais de 15 anos. O estresse do dia-a-dia a fazia aumentar a quantidade diária de cigarros e ela chegou a um ponto de não sentir que estava adoecendo por conta disso. “Eu fumei muito anos da minha vida. Fumava direto, sempre, todos os dias, por 15 anos. Chegou um momento da minha vida que eu comecei a ficar doente, sentir um mal-estar muito grande dentro de mim. Eu tentei parar, mas não deu nada certo. Não consegui”, relata.

Após inúmeras tentativas, a cabelereira tentou um tratamento destinado a fumantes de uma instituição religiosa. “Eu comecei a tratamento na igreja, mas não deu certo. Eu queria muito parar de fumar, mas era mais forte que eu. Desisti de tentar e permaneci no vício”, diz. “Eu achava o cigarro extremamente cheiroso e bonito. Eu me sentia bonita fumando”, completa.

Eliana conta que o que mais a motivou a continuar fumando foi que, na época, o índice de fumantes era alto e era normal ver pessoas com cigarro aceso em todos os lugares, inclusive ambientes fechados. “Na minha época era diferente. Todo mundo fumava, era moda”, afirma. Mas, chegou um tempo em que o mal-estar perdurava e Eliana se preocupou. Em outra igreja, a cabelereira começou um tratamento espiritual e parou de fumar por oito anos. Mas, como já dito anteriormente, o processo de abstinência é difícil.

“Depois de oito anos sem fumar, eu voltei. Tive uma recaída sem perceber e só tive noção que havia voltado para o vício quando uma amiga me alertou. Eu não lembro como voltei, só lembro que já estava com cigarro na mão todos os dias”, declara. Eliana fumou por três meses e, novamente, voltou a sentir um mal-estar. A partir desse momento, decidiu nunca mais tragar cigarro. “Aquilo estava prejudicando minha saúde. Eu me sentia tonta”, diz.

Há 11 anos sem tabaco, a cabeleira comemora sua liberdade do vício, mesmo afirmando que engordou por conta do estresse causado pela abstinência. “Hoje eu me sinto muito bem. Não tenho tonturas. Mesmo com uns quilos a mais, minha vida mudou, eu passei a achar o cigarro fedorento, o cheiro não me atrai mais”, declara. E, além de todos esses benefícios, Eliana finaliza dizendo: “Até meu cheiro mudou. Hoje me sinto cheirosa”, brinca.

Portal Roma News

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