A dinamarquesa Lisbeth Markussen, procurada pela Interpol após fugir com seus filhos da Europa, foi presa nesta terça-feira (20), em Belém, pela Polícia Federal. Lisbeth é foragida da Justiça da Dinamarca, e teve seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol por ter saído daquele país com seus filhos menores e sem o consentimento do pai. A detenção foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para que Lisbeth fosse extraditada. A defesa da dinamarquesa informou que vai recorrer da decisão.

Dinamarquesa procurada pela Interpol após fugir com os filhos é presa no Pará 300x229 - Dinamarquesa procurada pela Interpol após fugir com os filhos é presa no Pará
Lisbeth Markussen (Foto: Reprodução/Tv Liberal)

A extradição acontece nos casos em que um país solicita ao outro a entrega de uma pessoa condenada, ou que responde a um processo criminal. As crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar para acolhimento, e Lisbeth aguardará presa a tramitação de seu processo de extradição que está a cargo do STF.

Lisbeth alega que fugiu da Dinamarca porque seus filhos e ela sofriam violência doméstica.

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) confirmou que a dinamarquesa Lisbeth Markussen foi presa nesta terça-feira e deu entrada no Centro de Recuperação Feminino de Ananindeua, região metropolitana de Belém. Ela tinha um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal desde o dia 15 de março de 2018 com pedido de extradição por ser procurada pela Interpol. A detenta deve passar a noite na cela de triagem da unidade prisional.

A fuga

Lisbeth e sua amiga, Angelina Maalue Avalon Mathieses, partiram de carro pelas estradas da Europa e atravessaram vários países. Lisbeth foi primeiro, em julho de 2015. Pegou um avião em Viena e passou pela República Dominicana, seguiu até o Peru e, por fim, até o Acre, por onde entrou no Brasil. Já Angelina fugiu depois, em março de 2016. Cruzou o Atlântico até a Guiana e, de lá, por Roraima.

Elas se encontraram em Manaus e decidiram vir juntas para Belém. A viagem foi feita de barco e durou cinco dias. As duas decidiram se estabelecer na ilha de Mosqueiro, localizada a 72 km de Belém, um balneário com 28 mil habitantes.

Angelina e Lisbeth procuraram uma região da ilha que tivesse pouca gente morando. O refúgio delas foi na praia de Marauh, onde se hospedaram em uma pousada de frente para o rio. Na pousada, elas se identificaram como holandesas, disseram que eram irmãs, e que vieram ao Brasil para escrever um livro.

No final de 2016, a Interpol localizou as duas mães em Mosqueiro. Angelina buscou ajuda da advogada Luana Tomaz, que pediu a permanência da dinamarquesa no país. À época, a advogada explicou que Angelina fugiu por se sentir desamparada pela lei da Dinamarca. Angelina é mãe de Aia Sofia com Peter Alexander Lawaetz, e também de Leonardo, cujo pai é Vladimir Valiant Todorovski. Após acusar Peter de agressão, e Vladimir de ter abusado sexualmente da enteada, a justiça da Dinamarca decidiu que as crianças deveriam ficar com seus pais enquanto o processo tramitasse na justiça.

A Interpol suspeita que Angelina estivesse no Brasil desde março de 2016. Ela foi acusada de ter sequestrado os filhos após ter perdido a guarda das crianças de 6 e 3 anos para os seus respectivos pais. Além do mandado de prisão brasileiro, a Justiça da Dinamarca já havia expedido um mandado de prisão contra a suspeita, pedindo também sua extradição.

Após decisão da Justiça federal, em outubro de 2017, Angelina embarcou com os filhos para a DInamarca, Segundo a defesa dos pais dos filhos de Angelina, a Justiça concedeu a guarda definitiva aos pais. Foi determinado um mandado de prisão e um processo criminal contra Angelina, mas ela não foi detida e responde ao processo de sequestro internacional em Liberdade, Angelina, segundo a defesa dos pais, visita os filhos normalmente.

(G1 Pará)

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