Niel Högel confessou que matou cerca de 100 pacientes entre 2000 e 2005 em hospitais nas cidades de Oldenburg e Delmenhorst, no norte da Alemanha. Perguntado sobre os motivos que o levaram a cometer tais barbaridades, o enfermeiro disse que injetava medicamentos letais nos pacientes somente para depois ressuscita-los. O objetivo era impressionar os colegas de trabalho.

As vítimas eram pessoas de idades e origens diferentes, algumas em condições graves de saúde e outras em recuperação. A promotoria o acusou por 97 mortes, sendo que em outros três casos houve falta de provas. A defesa tentou diminuir o número de condenações para 55 por assassinato e 14 por tentativa de assassinato e pediu que 31 acusações fossem retiradas. No final, ele foi inocentado de 15 acusações e confessou 43 mortes.

O tribunal na cidade de Oldenburg proferiu a sentença de prisão perpétua mais severa prevista pelas leis do país, que elimina a possibilidade de liberdade condicional após 15 anos de encarceramento.

enfermeiro. Como algumas das possíveis vítimas foram cremadas, nunca será possível esclarecer completamente o caso.

Ao ser questionado sobre as diversas pessoas cuja morte ele teria provocado, ele disse não se lembrar de todas. “Não consigo me lembrar, mas não descarto nenhuma hipótese”, afirmou, citado pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, segundo o qual, o enfermeiro não demonstrou “compaixão ou remorso” pelas vítimas.

Uma avaliação psiquiátrica concluiu que Högel possui sinais de distúrbios de personalidade, mas não sofre de problemas psíquicos. Ele não aparenta sentir vergonha, culpa, remorso ou compaixão, seguindo afirmou um dos psiquiatras que o examinou.

No Tribunal, Högel pediu perdão aos familiares e amigos das vítimas. “Gostaria de pedir minhas sinceras desculpas a cada uma dessas pessoas por tudo que as fiz passar nos últimos anos”, afirmou.

Dol (Fonte: DW)

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