No período de entressafra o preço do açaí tem mudado a rotina dos belenenses. Com as chuvas, a produção reduz em até 70% e torna difícil manter o consumo diário da fruta, que é sobremesa e prato principal na mesa de muitos paraenses.

“O preço chega a ficar quatro vezes mais alto, tem dia que está três vezes e até cinco vezes [o normal]. Quanto mais chuva, mais ele fica caro”, explica Ulisses Silva, que vende o produto na capital do Estado.

Ele não é o único a notar a diferença. De acordo com a Associação de Vendedores de Açaí do Pará, o açaí está cada vez mais caro. “Hoje você não encontra açaí por menos R$ 15 reais o litro na Grande Belém. Um aumento exorbitante para o consumidor tirar todo dia do bolso. Dá meio salário mínimo por mês”, calcula Carlos Noronha, presidente da Associação.

Em épocas de elevada produção são vendidas em Belém cerca de 30 mil latas de açaí. Cada lata pode produzir cerca de seis litros da polpa consumida com farinha e acompanhamentos variados. Ou seja, são mais de 5,4 milhões de litros de açaí por dia na capital do Estado. Mas na entressafra é preciso criatividade para continuar “provando” açaí.

Juan Abreu diz que ainda dá para tomar o açaí todo dia. “No máximo leva um pouco de água para ficar mais fino”, explica. Mas Israel Silveira, acha que, por hora, o jeito é reduzir o consumo mesmo. Dá para tomar “duas vezes no máximo e só”.

Por G1 PA — Belém

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