Por Reuters

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Neste ano, os estoques do grão atingiram antes do início da colheita os maiores níveis desde 2016, quando tinham somado 13,6 milhões de sacas, um indicador da ampla oferta no mercado global, cujos preços estão operando perto de mínimas em mais de dez anos em Nova York.

Segundo a Conab, foi também o primeiro aumento nos estoques de um ano para outro desde 2014, depois que o país colheu um recorde de 61,7 milhões de sacas de café no ano passado.

Os estoques privados de café arábica do Brasil foram estimados em 11,8 milhões de sacas, enquanto os de robusta atingiram pouco mais de 1 milhão de sacas.

O volume estocado no Brasil em 31 de março representa cerca de metade do consumo anual do país, o segundo consumidor global, após os Estados Unidos.

Estoques por região

O Estado de Minas Gerais, maior produtor nacional, registrou o maior volume de estoques, em 9,29 milhões de sacas, sendo a quase totalidade de arábica.

No Espírito Santo, maior produtor brasileiro de café conilon (ou robusta), os estoques foram estimados em 992.195 sacas, sendo 769.966 de conilon e 222.229 de arábica, segundo a Conab.

A maior parte dos estoques de café do Brasil estão com empresas (6,18 milhões de sacas de arábica e 711,9 mil de conilon), enquanto as cooperativas detêm 5,4 milhões de sacas arábica e 326,6 mil sacas de conilon.

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