Veículo conta com alta performance anticorrosiva

Foto: Divulgação/Arquivonewcar - Estudantes criam carro híbrido com revestimento orgânico

Estudantes e professores dos  cursos de Eletrotécnica e Mecânica da Escola Tecnológica Estadual Magalhães Barata, em Belém, trabalham na construção de um carro  híbrido, que possui um motor a energia elétrica e um movido a energia solar, o que permite reduzir a emissão de poluentes. A invenção começou a ganhar o revestimento híbrido orgânico, com alta performance anticorrosiva, desenvolvido a partir de fibras, como da palha da casca do coco, da juta e do caroço de açaí. O projeto ganhou reforço da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Segundo o professor Waldimir Borges, engenheiro mecânico, um dos idealizadores do carro híbrido, o projeto envolve alunos e professores dos cursos de Mecânica e Eletrotécnica da Escola, em um esforço para produzir soluções ecológicas e financeiramente viáveis, associadas ao desenvolvimento do aprendizado prático.

“A intenção é mostrar aos nossos alunos que o profissional deve estar sempre buscando novas soluções e alternativas de energia e materiais sustentáveis com grande durabilidade. O revestimento que está sendo produzido em parceria com a UFPA, por exemplo, ao contrário dos utilizados pela indústria automobilística, não corrói e é produzido através de resíduos de outros materiais, que fatalmente seriam despejados no meio ambiente”, explica.

A ideia de desenvolver um projeto educacional que pudesse trazer não só a prática para os alunos, mas também ser útil para a sociedade de uma forma mais ampla, está encantando os estudantes. O aluno André Moraes, 18 anos, há seis meses de terminar o curso técnico, pretende continuar na área e se prepara para o vestibular de Engenharia Elétrica. “Além de me sentir preparado para o mercado de trabalho, a experiência na escola revelou minha vocação para área de engenharia mecânica e para a pesquisa. Quero continuar estudando e chegar até o doutorado”, disse André.

O sistema do carro hibrido funciona da seguinte forma: placas de captação de energia solar convertem energia proveniente do sol em energia elétrica. O motor a combustão é substituído por um motor elétrico trifásico. Um motor bastante robusto com uma potência capaz de fazer a mesma coisa que faz um motor de combustão, com um índice menor de ruído e sem poluição, de forma limpa.

O professor Rodrigo Gadelha, engenheiro de Controle e Automação, disse que para tornar o projeto viável foi utilizado muito material reciclado, grandes doses de criatividade, mas que o interesse dos alunos que participaram do projeto foi fundamental para os primeiros resultados: um veículo que pode desenvolver velocidade de até 200 km por hora com autonomia para funcionar até oito horas ininterruptas com as fontes de energias utilizadas.

(ORM com informações da Agência Pará)

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