Receita com os embarques de carne suína registraram queda de 7%

As exportações brasileiras de carne de frango em 2018 foram de 4,1 milhões de toneladas, uma queda de 5,1% ante as 4,32 milhões de toneladas exportadas em 2017, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O segundo semestre reduziu as perdas do ano – durante o período, o setor acumulou média mensal de 377,3 mil toneladas exportadas. O primeiro semestre de 2018 teve queda de 13,4% ante o mesmo período de 2017.

A receita total do ano passado também caiu. Ela foi de US$ 6,571 bilhões, 9,2% a menos do que os US$ 7,235 bilhões registrados em 2017. No mês de dezembro de 2018, as exportações totalizaram 352,8 mil toneladas, 9,9% a mais do que as 321,8 mil toneladas embarcadas no último mês de 2017. A receita de dezembro de 2018 também superou a do mesmo mês de 2017 – US$ 581,4 milhões contra US$ 522,5 milhões.

Segundo Francisco Turra, presidente da ABPA, as previsões para 2019 são positivas. “Há expectativa de que o bom fluxo obtido no segundo semestre do ano passado se mantenha em 2019. Isso, entre outros motivos, por causa das ações que o setor produtivo, liderado pela ABPA, adotará por meio do Projeto 500K, que tem como meta alcançar a média mensal de 500 mil toneladas nas exportações somadas de carnes de frango e suína até o fim de 2020”, disse ele, em nota.

Os exportadores de carne suína registraram avanços no segundo semestre, como também no último mês do ano. Em dezembro, houve elevação de 8,8% nos embarques de carne suína in natura, com total de 47,7 mil toneladas no último mês de 2018. Como comparação, em dezembro de 2017, as vendas chegaram a 43,9 mil toneladas.

Assim, o setor encerrou o ano com exportações totais de 549 mil toneladas, volume 7,4% menor em relação às 592 mil toneladas registradas em 2017. As perdas de 19,5% acumuladas no primeiro semestre do ano (na comparação com o primeiro semestre de 2017) foram reduzidas pela elevação de 4,5% nos últimos seis meses do ano.

Em receita, as vendas de carne suína in natura chegaram a US$ 94,8 milhões, valor 7% menor em relação ao mesmo período de 2017, com US$ 101,9 milhões. No total do ano, as vendas geraram receita de US$ 1,115 bilhão, cifra 23,9% inferior em relação ao saldo do ano anterior, com US$ 1,465 bilhão. “O ritmo das vendas para a China foi determinante para o desempenho das exportações do setor em 2018. A expectativa é que o fluxo para o mercado asiático se mantenha, impulsionando as vendas do setor no momento em que a Rússia retoma gradativamente as importações do produto brasileiro”, analisa Ricardo Santin, diretor executivo da ABPA.

Empresas e entidades apresentam inovações para as lavouras gaúchas 

A 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz terá como seu principal foco levar aos produtores informação, conhecimento, inovações e a permanente busca de soluções para as lavouras orizícolas do Rio Grande do Sul.

O evento, que ocorre de 20 a 22 de fevereiro de 2019, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), próximo a Pelotas, terá como tema Matriz produtiva: atividade diversificada, renda ampliada.

Nesse sentido, as vitrines tecnológicas cumprem papel fundamental nessa difusão de tecnologias. Empresas e instituições vão levar aos produtores novidades para áreas de arroz, soja, milho e pastagens. Estarão expondo no espaço empresas como Basf, Corteva, Ihara, SuperN, FMC, RiceTec, Adama, Bayer, Delta Plastics, Syngenta, Spraytec, Pioneer, Total Biotecnologia, Sindag e Pastos, além de instituições como a Embrapa, Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Universidade Federal de Pelotas (UfPel).

Para o vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, as vitrines tecnológicas serão uma grande oportunidade para o produtor na busca de soluções, inovação e, principalmente, de alternativas para um manejo adequado das culturas e uma consequente diminuição de custos em função da alta produtividade alcançada. “Nós não podemos perder esta oportunidade de uma verdadeira troca de experiência com vários produtores e olhar ao vivo o que as empresas estão desenvolvendo na busca de verdadeiras soluções para os manejos da lavoura”, analisa.

Responsável pela implantação das lavouras, o coordenador do Irga Zona Sul, André Matos, informa que as vitrines de arroz já estão no início do período reprodutivo. “Estamos fazendo as aplicações de proteção, com fungicidas e inseticidas, para proteger o potencial produtivo das vitrines, que estão excelentes. E as vitrines de soja algumas mais precoces estão em um período reprodutivo e outras estão em estado vegetativo”, detalha.

Culturas de verão estão em fase de desenvolvimento no Rio Grande do Sul 

O plantio da soja está tecnicamente encerrado no Rio Grande do Sul, com a cultura na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo em 81% dos 5,9 milhões de hectares projetados para a atual safra. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira, nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, as chuvas proporcionaram a ocupação dos espaços mais vazios das lavouras, o que amenizará a baixa densidade de plantas. Nessas regiões, o uso de Fipronil para realizar o controle do intenso ataque do tamanduá da soja em áreas próximas a Ijuí e Ibirubá preocupa os apicultores.

Nas regiões da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, a cultura do milho segue favorecida pelas condições climáticas e pelo manejo incentivado pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar através de técnicas de conservação do solo e da água. O milho semeado em agosto e meados de setembro nessas regiões está em fase final de enchimento de grãos.

No Estado, 39% da área de 738 mil hectares estimados para a safra atual de milho estão na fase de enchimento de grãos. Em algumas lavouras, aproximadamente 4% da área, iniciou-se a colheita do grão. As demais fases da cultura são maduras e por colher (15%), floração (17%) e germinação e desenvolvimento vegetativo (25%). Falta ainda semear 2% das áreas previstas com milho para esta safra.

Prossegue a colheita do feijão 1ª safra no Estado, com o produto apresentando boa produtividade e qualidade. Muitas lavouras que estão em colheita têm seu produto destinado ao consumo da própria família, com a venda de excedente em feiras locais do produtor. No Estado, em média, a cultura aproxima-se dos 30% da área de 41,5 mil hectares já colhidos. Outros 31% estão nas fases de enchimento de grãos ou maduros e por colher, 8% em floração e 32% em desenvolvimento vegetativo.

Por: JORNAL DO COMÉRCIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui