A Justiça do Pará iniciou na manhã desta terça-feira (23) o júri do Fazendeiro Décio José Barroso Nunes, acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho.

Atua na promotoria o PJ José Maria Gomes e faz a defesa o advogado Antônio Maria Freitas Leite. O júri é realizado sob a presidência do juíz Raimundo Moisés Alves Flexa.

tjpa 23 04 2019 08 34 02 - Fazendeiro é julgado por mandar matar sindicalista paraense

O fazendeiro é julgado nesta terça-feira (23) (Foto: TJPA)

Nenhuma das testemunhas de acusação compareceu.

A sessão iniciou com a formação do Conselho de Sentença, seguido pelo depoimento de um major da Polícia Militar, arrolado pela defesa do réu e testemunha de acusação pelo Ministério Público do Estado (MPPA).

Em depoimento, ele afirma que, na época do crime, estava trabalhando em Rondon do Pará. Ele conta que o pistoleiro Wellington ficou “bastante sujo” após se envolver em uma briga com a vítima. Os dois teriam caído em um buraco, onde foram retirados pela polícia.

RELEMBRE

O crime ocorreu em novembro de 2000, em Rondon do Pará, sudeste do Estado. Dezinho era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município e denunciava trabalho escravo e extração ilegal de madeira na região, além de apoiar a ação de famílias sem terra na ocupação e desapropriação de latifúndios improdutivos.

Este será o segundo julgamento sobre o caso. Em 2014, Décio foi condenado a 12 anos de reclusão em regime fechado, mas o júri foi anulado. Uma sessão foi agendada para o ano passado, mas foi adiada pois o assistente de acusação, o advogado José Afonso Batista, não pode comparecer ao júri.

(DOL com informações do TJPA)

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