Defesa pediu mudança do julgamento, mas Justiça manteve caso em Bragança. Crime foi cometido em 2008, por vingança contra pais

Ao contrário do que queria a defesa, o ex-oficial de Justiça, Antônio Sérgio Barata da Silva, denunciado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) como autor da morte de uma criança em Bragança, será julgado por júri popular na Comarca do município do nordeste paraense. A decisão é da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará, que negou, à unanimidade de votos, em sessão realizada nesta segunda-feira, 12, o pedido de desaforamento da sessão de Júri para outra comarca, o qual foi relatado pela desembargadora Maria Edwiges Lobato.

Antônio Sérgio sentará no banco dos réus hoje, 13, quando será submetido a julgamento popular. A sessão de julgamento integra o Mês Nacional do Júri, que ocorre em todo o Brasil neste mês de novembro. No Pará, estão pautados cerca de 200 julgamentos. O Mês do Júri no Estado está sob a coordenação da desembargadora Maria de Nazaré Gouveia dos Santos, que acompanhará os trabalhos do júri amanhã, em Bragança.

A defesa de Antônio Sérgio alegou a impossibilidade de realização do Júri em Bragança, considerando a repercussão social e o clamor público que o crime causou, havendo, assim, com a realização do Júri na Comarca, riscos à ordem pública (devido a possíveis manifestações e protestos), à imparcialidade do júri, e à segurança pessoal do acusado.

A relatora do pedido de desaforamento, desembargadora Edwiges Lobato, ressaltou, no entanto, com base nas informações prestadas pelo Juízo de Bragança, que os motivos apresentados pela defesa não são suficientes para a transferência do julgamento, considerando que, ao longo de 10 anos de tramitação do processo na Comarca, a tramitação seguiu de forma regular e normal, sem que houvesse qualquer clamor ou manifestação da sociedade local. Dessa maneira, o Juízo se manifestou contrário à transferência.

De acordo com o processo, o crime foi cometido em abril de 2008, e teria como motivação a vingança contra os pais da vítima. Consta na denúncia, que Pethrus Augusto Maia Orozco, de quatro anos, estava em frente à residência de seus avós, quando foi levado por Antônio. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois no lago Buracão, na estrada Braqança/Aiuruteua, na localidade Bacuriteua. O acusado teria tentado levar a irmã de Pethrus também, à época com 10 anos, mas ela entrou na casa dos avós. Antônio Sérgio havia sido vizinho da família da vítima (com informações do TJPA).

Fonte:oliberal.com

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