2019 08 04t154828z 217866609 rc1b555c45e0 rtrmadp 3 hongkong protests - Hong Kong tem nova confusão em manifestações; China diz que vai agir
Manifestante entra em confronto com a polícia em Hong Kong neste domingo, 4 — Foto: Eloisa Lopez/Reuters

A polícia de Hong Kong realizou vários lançamentos de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes anti-governo neste domingo (4), após confrontos violentos um dia antes, e Pequim disse que não deixaria a situação persistir.

Centenas de manifestantes mascarados bloquearam estradas, pintaram semáforos e iniciaram incêndios. A polícia de choque confrontou os manifestantes, que adotam táticas de mudar rapidamente de lugar, para escapar das autoridades.

A agência de notícias oficial da China, Xinhua, informou no domingo que o governo central não vai ficar de braços cruzados.

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Manifestante tenta impedir avanço de carro de polícia em Hong Kong — Foto: Eloisa Lopez/Reuters

O governo também disse que ocorreu uma “violação flagrante da lei”, e que os protestos prejudicam a sociedade de Hong Kong e a vida econômica. “Tais atos já foram muito além dos limites da paz e protestos racionais”, disse em um comunicado.

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Manifestantes no nono final de semana de protestos em Hong Kong — Foto: Tyrone Siu/Reuters

As manifestações acabaram se transformando em apelos por mais democracia. Uma greve geral com o objetivo de parar a cidade foi planejada para segunda-feira.

Os protestos de Hong Kong apresentaram o maior desafio para o líder chinês Xi Jinping desde que assumiu o cargo em 2012.

Pior crise desde 1997

A ex-colônia britânica enfrenta sua pior crise desde que foi devolvida à China, em 1997. Este é o nono fim de semana consecutivos de grandes mobilizações, seguidas em muitos casos por confrontos entre pequenos grupos radicais e as forças de segurança.

A crise eclodiu há dois meses, com a oposição a um projeto de lei em Hong Kong – atualmente suspenso – que permitiria extradições para a China. Mas o movimento acabou se transformando em uma campanha de denúncia contra a redução das liberdades na megalópole e para exigir reformas democráticas.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, que suspendeu o polêmico projeto de lei, tem feito poucas aparições públicas. Os manifestantes exigem sua renúncia e uma investigação independente sobre a estratégia policial, assim como anistia para as pessoas detidas pelos protestos, a retirada total do projeto de lei e o direito de escolher seus dirigentes.

G1

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