destaque 502759 dp20180218 maycon nunes 0135 - Hydro oferece água imprópria às comunidades, denuncia MPE

A Hydro ficou responsável por distribuir água potável aos moradores após o vazamento ambiental ocorrido no dia 17 de março deste ano (Foto: Maycon Nunes)

O Ministério Público do Estado do Pará (MPE), por meio dos Promotores de Justiça Laércio Abreu, Eliane Moreira, Daniel Barros e Bruno Saravalli, requisitou na tarde de ontem (20) a instauração de inquérito policial para apurar a responsabilidade sobre a água em condições impróprias que está sendo fornecida pelos carros-pipa aos moradores de Barcarena pela empresa Hydro Alunorte.

No último dia 13 de abril, o MPE requisitou à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa) informações sobre análise de amostras da água dos poços e dos sistemas de abastecimento de água para as residências das comunidades abrangidas no entorno do Polo Industrial de Barcarena.Três dias depois, no dia 16, a resposta da Secretaria, por meio de nota técnica, informou que, além de encontrar contaminações em diversas fontes de água nas comunidades de Barcarena, confirmando os dados do Instituto Evandro Chagas (IEC), também identificou que a água fornecida pelos carros-pipa para as comunidades Bom Futuro, Itupanema, Vila Nova, Jardim Cabano e Burajuba, está contaminada por metais pesados.

De acordo com a nota técnica da Sespa foi encontrada a presença de Alumínio acima do Valor Máximo Permitido, que é de 0,2mg/L, nas amostras colhidas nas comunidades de: Itupanema, Vila Nova, Jardim Cabano. Na Comunidade de Bom Futuro, os resultados foram insatisfatórios sobre a cor aparente, pH, Nitrato, turbidez e presença de contaminação por Escherichia Coli (bactérias, muitas vezes nocivas, que habitam o intestino humano). Inclusive na água fornecida pelo carro pipa, cujo valor de Chumbo e Magnésio estavam acima do permitido.

DISTRIBUIÇÃO

Na Comunidade de Burajuba as amostras tiveram resultado Insatisfatório nos parâmetros: cor aparente, pH, E. coli (para a água não tratada) e presença de cloro residual abaixo do valor mínimo. As análises foram feitas pelo Laboratório Central (LACEN) por meio de coleta de água dos poços amazônicos, domiciliares localizados em igarapés e nos pontos da rede de água instalada em bairros do município.

No dia seguinte (17) o MPPA requisitou os dados das análises de água, bem como a informação sobre quem era o responsável pela distribuição da água. Nesta sexta (20) a Sespa confirmou que a distribuição é de responsabilidade da empresa Hydro, com fiscalização da Coordenação Estadual de Vigilância Sanitária.

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(Diário do Pará)

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