“Prevemos um crescimento moderado no consumo”, diz Abic

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café e segundo maior consumidor, no entanto, o consumo interno deve ser um pouco menor do que no ano passado quando houve alta de 5% nas vendas de grãos especiais. É o que avalia a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

O presidente da entidade acredita que o consumo de café não vai atingir 4,8%. Ainda que o café seja um produto consumido amplamente pelo brasileiro, ele lembrou que a economia, que não dá sinais animadores de crescimento, tem alguma participação nos resultados do setor. “Prevemos um crescimento moderado no consumo. Talvez cresça um pouco menos do que no ano passado… mas, se não repetir, fica próximo”, disse Ricardo Silveira.

A aposta das indústrias em cafés de qualidade, um segmento que cresce acima de dois dígitos no país, é um fator a ser levado em consideração para o consumo nacional, ainda que o produto gourmet seja a uma parcela menor do mercado. Diante da expectativa de uma nova grande safra espera-se que a queda do valor pago ao produtor seja refletido no consumidor final. A queda nas cotações do produto poderia limitar investimentos nas lavouras, algo que impactaria a safra futura, não em 2020 (ano de alta produtividade do arábica), mas em 2021 (a de baixa), segundo avaliações do mercado.

A colheita desta safra já está começando em algumas áreas e tende a ser de boa qualidade, semelhante a safra recorde de 2018. A Abic projeta a amiro safra em um ano de baixa do arábica da história no Brasil, de cerca de 54 milhões de sacas de 60 kg. “Não acredito em impacto da seca de janeiro. As chuvas de fevereiro ajudaram a recuperar”, afirmou o dirigente.

Com informações da Reuters

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