Veja quem ainda está preso pela operação e irá passar o carnaval encarcerado e os que estão fora da prisão

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Foto: Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

Prestes a completar 5 anos, em 17 de março, a Operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Centenas de pessoas foram presas, entre políticos, empresários e lobistas. No esquema, bilhões de reais foram desviados dos cofres da Petrobras, por meio de contratos superfaturados com as maiores empreiteiras do País. Parte do dinheiro desviado irrigava os cofres de partidos políticos.

Veja nas próximas fotos políticos que irão passar mais um carnaval presos e os que poderão “curtir a folia” fora da cadeia.

Luiz Argôlo – PRESO

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Foto: Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

O ex-deputado Luiz Argôlo foi condenado a 11 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além do pagamento de multas. Preso desde abril de 2015 no Paraná, há um ano foi transferido para a Bahia. Na sentença de condenação a Justiça diz que ele recebeu parte do dinheiro da propina paga por empreiteiras fornecedoras da Petrobras à Diretoria de Abastecimento, ocultou e dissimulou os recursos.

Gim Argello – PRESO 

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Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ex-senador está preso desde abril de 2016, há quase três anos. Ele foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido dinheiro de empreiteiras para não convocá-las a prestar depoimentos na CPI e na CPMI da Petrobras, no Congresso Nacional. Por ter cumprido um terço da pena, graças a trabalhos na cadeia e leitura de livros, a defesa pediu liberdade condicional, mas ainda negocia o pagamento de reparação de R$ 7 milhões.

Eduardo Cunha – PRESO

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Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ex-presidente da Câmara dos Deputados está preso desde 19 de outubro de 2016, há dois anos e quatro meses, portanto. A prisão temporária foi decretada pela acusação de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Em 2017, ele foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão pelo então juiz Sérgio Moro pelos crimes de corrupção, lavagem e de evasão fraudulenta de divisas.

Cunha não deve sair tão cedo da prisão, já que ele responde a outros processos. Em junho do ano passado foi condenado a 24 anos de prisão, por desvios na Caixa Econômica Federal (investigados pela Operação Greenfield).

Luiz Inácio Lula da Silva – PRESO 

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Foto: BBC NEWS BRASIL

O ex-presidente está preso desde abril de 2018, há quase um ano portanto, após condenação em segunda instância a 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo tríplex do Guarujá. No início de fevereiro deste ano, Lula foi condenado novamente, mas ainda em primeira instância, a 12 anos e 1 mês de prisão pelo sítio de Atibaia.

Lula deve deixar a prisão neste final de semana para acompanhar o velório do neto, que morreu de meningite.

Delúbio Soares – PRESO

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Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

O ex-tesoureiro do PT foi preso em maio de 2018 por ordem do então juiz Sérgio Moro. Ele foi condenado a seis anos por lavagem de dinheiro em um desdobramento do processo que condenou o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin por empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões.

Delúbio cumpre pena no Paraná desde junho de 2018. A defesa pediu que fosse transferido para Goiás ou Distrito Federal para ficar mais perto da família, mas o pedido foi negado em janeiro deste ano.

O ex-tesoureiro já havia sido condenado no escândalo no mensalão. Ele pegou 6 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto por corrupção ativa e foi preso em novembro de 2013. Dez meses depois, em setembro de 2014, passou para o regime aberto.

José Dirceu – EM CASA, COM TORNOZELEIRA

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Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress

Condenado a 30 anos e 9 meses de prisão por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro por irregularidades na Diretoria de Serviços da Petrobras e a 8 anos e 10 meses por irregularidades em contrato para fornecimento de tubos para a Petrobras, Dirceu aguarda o julgamento de recursos nos tribunais superiores em liberdade, com tornozeleira eletrônica.

Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017, quando conseguiu no STF um habeas corpus para aguardar o julgamento dos recursos em liberdade.

Em maio do ano passado foi preso novamente, mas na Papuda, em Brasília. A prisão aconteceu após a segunda instância negar o último recurso de José Dirceu no processo da diretoria da Petrobras. Um mês depois, o ex-ministro de Lula foi beneficiado por um habeas corpus da segunda turma do STF para aguardar o julgamento de recursos nas cortes superiores. O ex-ministro responde a outros dois processos na Lava Jato.

Fonte: noticias.r7.com/Coluna do Fraga/Mariana Londres

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