Airton Carneiro Filho foi autuado em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A defesa disse que ele também foi agredido e que não havia ingerido bebida alcoólica, como afirmou a vítima.

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Motorista de aplicativo é agredido por homem que já foi condenado por agredir universitária em Belém. — Foto: Arquivo Pessoal

O lutador de artes marciais Airton Carneiro Filho, que já foi condenado por agredir uma universitária em Belém, é alvo de uma nova denúncia de agressão.

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na Seccional de São Brás no sábado (30) e o suspeito foi autuado em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

A vítima foi um motorista de aplicativo que preferiu não se identificar. O motorista disse que tudo ocorreu por volta das 6h, quando estacionou o carro em frente a um bar localizado na esquina da rua Boaventura da Silva com av. Almirante Wandenkolk enquanto aguardava o chamado para uma nova corrida.

Já a defesa de Airton disse que ele chegou em casa com a namorada e encontrou o carro prata estacionado na porta da garagem, conseguiu contornar e entrar, mas foi surpreendido pelo homem na residência.

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Agressor teria batido no carro da vítima, que estava estacionado na rua. — Foto: Arquivo Pessoal

Airton, segundo a vítima, estaria em um carro, aparentemente alcoolizado e com um copo de cerveja na mão, e teria avançado em direção ao carro da vítima, pensando que estaria estacionado em frente à garagem dele. “Foi quando ele disse que iria me espancar se eu tomasse alguma satisfação, mas como meu carro foi danificado, eu desci para falar com ele e fui violentamente agredido”. A vítima ficou ferida no rosto, pescoço, nos braços e no pé.

Em nota, a defesa de Airton negou que ele tenha ingerido bebida alcóolica e que, após luta corporal, a mãe dele ligou para a Polícia. De acordo com a defesa, foram feitos exames que comprovam que Airton também foi agredido.

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Vítima ficou com vários machucados pelo corpo, após as agressões. — Foto: Arquivo Pessoal

As agressões chamaram a atenção de vizinhos e pessoas que estavam no local. A Polícia Militar foi acionada, mas o agressor já havia sido apartado.

A Polícia Civil informou que não ficou caracterizado crime de natureza grave passível de autuação em flagrante por tentativa de homicídio, mas deve aguardar os resultados no laudo pericial. A vítima foi encaminhada a exame de lesão corporal no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O carro da vítima deve passar por perícias nesta terça-feira (2). A vítima disse que pretende levar o caso à Justiça.

Histórico de agressões

Há um ano, em abril de 2018, Airton Carneiro Filho foi condenado a pagar cinco cestas básicas a entidades carentes, por ter agredido uma universitária em um bar localizado no bairro de Nazaré, área nobre de Belém.

A estudante de medicina Myriam havia saído à noite para comemorar a conclusão do curso de graduação com as amigas da faculdade. As universitárias tinham reservado uma mesa na casa noturna e chegaram às 20h do dia 10 de abril de 2016. Por volta das 00h, um grupo de rapazes chegou ao local e tentou se aproximar para também ocupar a mesa.

As moças reclamaram e acionaram o segurança do estabelecimento, que foi até onde elas estavam e retirou um balde de cerveja que os rapazes haviam colocado na mesa das garotas. Mesmo depois de ser repreendido pelo segurança, um dos homens continuou tentando se aproximar e agarrou Myriam por trás.

A universitária o empurrou e ele já teria revidado com um soco no rosto da jovem. Myriam caiu no chão e o rapaz começou a desferir chutes contra a vítima. Ele foi contido pelos amigos e em seguida fugiu. A segurança da casa noturna acionou a Polícia Militar, que colheu o depoimento de testemunhas que identificaram o suspeito.

A mãe da jovem, Jucy Nery, denunciou nas redes sociais que a vítima não havia sido atendida ao buscar ajuda na Delegacia da Mulher. “Ao chegar na Delegacia da Mulher para prestar queixa, sequer foi vista pela delegada de plantão, que se recusou a recebê-la e gerar boletim de ocorrência, alegando não se tratar de violência doméstica”, desabafou.

Jucy contou ainda ao G1 que depois da denúncia nas redes sociais, outras pessoas entraram em contato com elas para informar que o suspeito já teria agredido outras pessoas, inclusive mulheres em situação semelhante à ocorrida.

Fonte: G1 PA

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