Medicamento genérico cai no gosto do consumidor 300x169 - Medicamento genérico cai no gosto do consumidor
Consumo de medicamentos genéricos cresceu 11,78% em 2017 comparado ao ano anterior, diz pesquisa. (Foto: Sérgio Castro/Agência Estado)

O volume de compra de medicamentos genéricos pelos brasileiros apresentou crescimento de 11,78% em 2017 em relação ao ano anterior. O dado foi apresentado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), que também destaca que um dos motivos para o crescimento está no preço menor.

Como justificativa para o aumento nas vendas, a PróGenéricos aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa Continuada (Ifepec), que ouviu 4 mil consumidores de todo o Brasil. A “Análise do perfil de compra dos consumidores de medicamentos” apontou que, dos consumidores entrevistados, 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos. Segundo a pesquisa, 97% dos entrevistados que trocaram de medicamentos compraram uma opção de menor preço.

FARMÁCIAS

Em uma rápida pesquisa pelas farmácias de Belém, é possível perceber que a diferença de preço entre os medicamentos genéricos e os de marca pode ser bastante significativa. Destinado a tratar da pressão alta (hipertensão), o medicamento Aradois (50mg) era vendido, na manhã de sábado, por R$52,53 na Extrafarma. Já o genérico do medicamento (com o mesmo princípio ativo ‘Losartana Potássica’) custava, na mesma farmácia, apenas R$8,30.

O mesmo medicamento também apresentava uma grande diferença na farmácia Pague Menos. O Aradois (50 mg) era vendido por R$43,85, enquanto o genérico custava R$5,90. Um levantamento realizado pela própria PróGenéricos apontou que a Losartana Potássica é um dos medicamentos genéricos mais vendidos no País.

A escolha do militar Wellington Menezes, 50 anos, pelo medicamento genérico depende do preço, mas também de outros fatores. Ele conta que costuma consumir genéricos, mas que, para alguns medicamentos, prefere os de marca. “O genérico é muito mais barato e me parece confiável. O problema está nos ‘similares’. Eu só compro se realmente for o mesmo princípio ativo”, considera. “Já outros medicamentos, como Neosaldina (analgésico), eu só compro o da marca porque acho que é mais eficaz.”

Para a cabeleireira Lisley Guedes, 46 anos, todos os remédios genéricos disponíveis no mercado são confiáveis. Ela considera que todos precisaram passar por estudos para que pudessem ser disponibilizados ao público. “O genérico é bem mais barato e o efeito é o mesmo. Os remédios que eu compro têm sido bem confiáveis.”

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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