637x325 - Nova fase da Guerra Comercial é ótima para carne brasileira

A nova etapa da Guerra Comercial travada entre os dois gigantes mundiais Estados Unidos e China trará vantagens para os produtores de carne suína no Brasil. De acordo com artigo do Portal Valorsoja, a destruição do preço da oleaginosa nos EUA é uma boa notícia para os exportadores de proteínas da carne da América do sul.

Segundo Valorsoja, os produtores norte-americanos estão novamente em “desvantagem” na comparação com os exportadores de proteínas de carne no Cone Sul: “A expansão da peste suína africana pela maior parte do território chinês fez com que o governo da nação asiática regresse a uma posição vantajosa nas negociações comerciais que tem mantido com os EUA desde o final do ano passado”.

O Brasil chegou a ter um valor FOB de soja Paranaguá que excedeu em US$ 90/tonelada o preço do Golfo de soja do México (EUA). A Argentina não conseguiu aproveitar essa oportunidade porque seu principal produto de exportação – farelo de soja – não está certificado para entrar no mercado chinês.

“A forte queda do preço da soja (e também do milho) que foi observada nas últimas semanas no mercado norte-americano em Chicago é devido ao fato de que os EUA ser novamente desfavorecidos contra o Brasil no novo cenário caracterizado pela perspectiva de um déficit maciço de proteína animal na China, gerada por uma queda brutal na produção de carne de suíno, devido ao impacto da peste suína africana”, explica o Valorsoja.

Com a escalda da tarifa de entrada da carne de porco congelado dos EUA na China, houve um colapso nos embarques desse produto no mercado chinês: “As tarifas alfandegárias de suínos do Brasil na China têm a tarifa de 12%, enquanto a Argentina, recentemente habilitada a exportar carne suína para o mercado asiático, provavelmente deve pagar a mesma tarifa”.

“De qualquer maneira, a possibilidade de se transformar soja e milho em proteína animal para exportação para a China é muito limitada no potencial de exportação das Nações Sul-americanas, que constitui – como aconteceu no ano passado – uma oportunidade histórica para o Cone Sul em geral e o Brasil em particular. Ela demora entre 1,8 a 2,0 anos, entre aumentos dos investimentos em galpões, compra de matrizes e posterior parição e desenvolvimento dos leitões até o ponto de abate”, ressalta o artigo.

Esse cenário poderia mudar se as negociações comerciais EUA-China, terminarem satisfatoriamente e a nação asiática permitir a entrada de carne de aves e suínos dos EUA em condições equivalentes ou similares às das nações da América do Sul. Mas não há nenhuma evidência no momento em que isso pode acontecer a curto prazo por causa da complexidade dos acordos que ambas as nações têm negociado desde o final de 2018.

Fonte: Agrolink

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