a52170c79ca528ddac1b2238b2e22b1e916ad0d0 - ONU culpa coalizão árabe por ataque a barco de refugiados perto do IêmenAFP/Arquivos / ANDREAS STAHLUm ataque contra um barco que transportava refugiados em frente à costa do Iêmen em março pode ter sido executado pela coalizão dirigida pela Arábia Saudita

Um ataque contra um barco que transportava refugiados em frente à costa do Iêmen em março pode ter sido executado pela coalizão dirigida pela Arábia Saudita, segundo um relatório confidencial da ONU ao qual a AFP teve acesso nesta quarta-feira.

Um helicóptero atirou contra o navio com mais de 140 passageiros, deixando 42 civis mortos e 34 feridos, em um ataque que segundo o relatório considera foi uma violação do Direito Internacional Humanitário.

“Este navio civil foi quase que seguramente atacado usando uma arma calibre 7.62 mm de um helicóptero armado”, revela o relatório do painel de especialistas da ONU apresentado ao Conselho de Segurança nesta semana.

“As forças da coalizão lideradas pela Arábia Saudita são as únicas partes no conflito que têm a capacidade de operar helicópteros armados na área”, afirma o documento.

promoção cartão de visita 1 1 300x273 2 300x273 300x273 1 300x273 2 300x273 - ONU culpa coalizão árabe por ataque a barco de refugiados perto do IêmenA coalizão nega que suas forças tenham operado na região de Hodeida quando o navio que transportava refugiados da Somália no Mar Vermelho foi atacado.

O general Ahmed Assiri, porta-voz da coalizão, negou a acusação e disse à AFP que “não houve disparos por parte da coalizão nesta zona”.

“O painel considera que o ataque a este navio civil resultou em violações do Direito Internacional Humanitário (…) e por isso constitui uma ameaça à paz, à segurança e à estabilidade do Iêmen”, informa o relatório.

Outros dois ataques de helicópteros e navios foram registrados em 15 e 16 de março contra barcos pesqueiros com saldo de 11 mortos e 8 feridos, acrescentou.

No conflito do Iêmen se enfrentam o governo, que conta com o apoio de uma coalizão militar árabe dirigida pela Arábia Saudita, e os rebeldes hutis, aliados a unidades do Exército que se mantêm leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

(AFP)

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