Autor: Gustavo Dutra

    

66 00532057 0  - Papão acerta o pé e encanta Fiel com sua primeira goleada no Brasileirão
 | Divulgação/PSC

Papão acerta o pé e encanta Fiel 

O PSC disparou ontem sua primeira goleada na Série C 2019 impondo um categórico 4 a 0 sobre o Atlético-AC. Cabia mais. Higor Silva, o melhor em campo, teve duas outras oportunidades. Nicolas, que não jogou bem, também perdeu gol. No fim das contas, um placar merecidamente conquistado com determinação e objetividade do time de Hélio dos Anjos.

O triunfo permitiu reaproximação com o G4 e aumentou o saldo (5 gols agora), importante item de desempate para a classificação final. De quebra, o PSC parece ter encontrado um goleador: Higor, pela desenvoltura e pontaria, caiu no gosto da galera.

Prova maior da concentração da equipe foi o excepcional aproveitamento no começo da partida. Foram três gols entre o terceiro e o décimo minuto de jogo. Higor abriu o placar completando escanteio cobrado por Tomas Bastos e desviado no primeiro pau. Tomas ampliou aos 5’ aproveitando assistência primosa de Higor. Aos 10’, Bruno Colaço cruzou na pequena área e lá estava Higor, de novo, tocando para as redes.

Com o início avassalador, o PSC transformou o jogo em verdadeiro passeio no gramado do estádio Jornalista Edgar Proença, tocando a bola com tranquilidade e envolvendo completamente a marcação do Atlético. A primorosa atuação do primeiro tempo mereceu aplausos entusiasmados da festiva plateia (mais de 18 mil pagantes, público total de 24 mil espectadores).

O segundo tempo manteve o PSC presente no ataque. Tomas Bastos distribuía o jogo no meio e acionava bastante os laterais Tony e Colaço, incomodando sempre a defensiva adversária. Desenvolto, Higor, sempre que lançado, criava situações perigosas. Wesley destoava um pouco, sem a mesma presença do companheiro de ataque.

Com tentativas de fora da área, o Atlético tentava uma tímida reação. Giovane, Cássio e Polaco dispararam bons chutes, mas Mota defendeu com segurança, sem dar rebote. Na frente, o PSC chegava com rapidez e qualidade. Logo aos 15 minutos, Higor foi derrubado quando entrava na área. Tomas Bastos bateu o pênalti e fechou a goleada.

Curiosamente, o PSC só havia marcado quatro vezes em seus jogos como mandante em Belém. No sábado, graças a uma atuação primorosa, conseguiu dobrar essa marca e deixar a incômoda penúltima colocação na artilharia geral da competição. Tem agora 14 gols marcados.

Depois da partida, Hélio dos Anjos manteve o equilíbrio e tratou de conter a euforia. Avaliou, sensatamente, que a batalha pela classificação continua em aberto e muito acirrada, sem deixar de mencionar que a goleada foi obtida sobre o pior time da competição.

É indiscutível, porém, que a vitória deixa o PSC em condições bem interessantes para chegar ao mata-mata do acesso. Com 24 pontos, depende de mais quatro pontos: uma vitória sobre o Luverdense, em pleno desespero na luta contra o rebaixamento, e um empate no Re-Pa.

Em sexto lugar, Leão agora precisa vencer e vencer

Nunca o Remo esteve em posição tão desconfortável no grupo B da Série C como nesta 16ª rodada. O empate com o Volta Redonda deixou o time na sexta colocação, com 23 pontos, fechando o bloco dos que têm chances reais de classificação à próxima fase. A ironia é que, ao longo de 14 rodadas consecutivas, o Leão permaneceu entre os quatro primeiros.

Para obter uma das vagas, o Leão não pode se contentar com uma vitória e um empate nas duas rodadas finais. Caso isso aconteça, a equipe fica com 27 pontos, pontuação que pode ser insuficiente para ficar entre os quatro primeiros colocados.

Mais do que nunca, jogar ofensivamente passa a ser o mantra do time azulino. Terá que superar o São José (RS) na próxima sexta-feira, no Mangueirão, e partir depois para derrotar o maior rival na decisiva rodada do dia 25. Com 29 pontos, a vaga estaria assegurada.

Contra o Volta Redonda, Márcio Fernandes experimentou uma formação mais ousada. O Remo entrou em campo distribuído num 4-3-3 clássico, tendo Wesley, Neto Baiano e Gustavo no ataque.

Em função da expulsão de Wesley logo nos primeiros minutos, o desenho tático mudou para um 4-3-2 que em muitos momentos se transformou em 4-2-3, com Ramires (ou Eduardo Ramos) virando atacante.

Quase ao final da partida, disposto a ganhar o jogo, o técnico ainda substituiu o lateral Gabriel pelo atacante Danillo Bala. A vitória não veio, mas a maneira como o Remo se lançou à frente deixa claro que atacar passa a ser prioridade máxima.

Com problemas para o meio-campo, sem Garré e Djalma, Fernandes resgatou o quase esquecido Zotti em Volta Redonda. O meia-armador entrou no lugar de Eduardo Ramos e atuou bem, criando boas situações ofensivas. Pode ter conquistado um lugar no quadrado da meia-cancha para os próximos jogos.

As maravilhas e exageros da Premier League

A badalada Premier League atrai atenções gerais. É, de fato, um desfile milionário de craques das mais diferentes nacionalidades. Tornou-se também motivo para narrações histriônicas e hiperbólicas por parte de narradores de TV, como se fosse necessário dourar ainda mais a pílula.

O campeonato inglês é inegavelmente de alto padrão, embora com direito a algumas caneladas pelo meio. Os exageros da narração tentam nos convencer de que até os arremessos laterais da Premier League são geniais. Menos, menos… A coisa é desnecessária e pouco inteligente, afinal as imagens não mentem jamais.

DOL

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