Alguns paraenses conseguiram sair das cidades ameaçadas e outros decidiram se abrigar em casa.

eua 300x169 - Paraenses que estão nos EUA relatam apreensão provocada pela chegada do furacão Irma

Paraenses que estão nos EUA narram a aflição provocada pela chegada de furacão

furacão Irma chegou aos Estados Unidos neste domingo (10) e os paraenses que estão ou moram em regiões sob ameaça de passagem do furacão relataram que estão apreensivos. Em algumas regiões, a população foi orientada a deixar as casas, mas tem sido difícil conseguir voos e as estradas ficaram congestionadas. Em Belém, os parentes estão angustiados por notícias dos familiares nos EUA.

A psicóloga Rita Paranhos mora em Belém e conta que só se acalmou quando teve notícias da filha, a enfermeira Valéria Monteiro, que conseguiu ir pra casa da irmã, longe do perigo.

Valéria mora há 6 anos em Hallandale, no estado da Flórida, estava desde quinta-feira (7) tentando deixar o local. A primeira ideia era sair de carro, como ela explicou para a família em um áudio enviado pelo celular: “Não é para dirigir, que a gente não vai conseguir sair da Flórida. Tá tudo engarrafado”, disse no áudio.

“Chegou ao ponto dela ficar oito horas no engarrafamento e não conseguir sair da cidade. Ela foi em cinco ou seis supermercados para conseguir água mineral, não tinha. Aí foi quando nós começamos a dizer ‘corre pro aeroporto, chega lá e pede uma passagem’. E nada, voo cancelado, nós entrávamos por aqui e aparecia voo cancelado. Você não conseguia comprar, você não conseguia emitir”, afima Rita.

Na madrugada de sábado (9), um dia antes da chegada do furacão, Valéria conseguiu ir pra Oklahoma, onde vai passar os próximos dias na casa da irmã.

A saga para deixar a costa leste americana começou por causa da aproximação do furacão Irma, uma das tempestades do Atlântico mais fortes dos últimos 100 anos e que deve causar grande devastação, principalmente no estado da Florida, segundo meteorologistas.

Seis milhões de pessoas foram evacuadas da região, entre elas a paraense Mariella Braga, que viajou a passeio pra Miami e deixou a cidade há 4 dias, como conta em um vídeo.

“Começamos a dirigir pro norte, formos pra Orlando, depois fomos pra Savanhah, depois chegamos em Charlotte e agora finalmente nós conseguimos um voo pra Nova Iorque. Os aeroportos estão completamente lotados, todo mundo tentando evacuar de todas as formas, não tem sido uma situação fácil, as pessoas estão muito nervosas”, afirmou Mariella.

Já o paraense Vitor Melo decidiu ficar com a família em Orlando, na Flórida. Ele mandou um vídeo mostrando algumas medidas de segurança que teve que tomar para permanecer no condomínio onde mora.

“A gente se abasteceu com água, o máximo possível. A casa já está bem bagunçada, tive que tirar muita coisa da área da piscina, passar pra dentro de casa, porque tem possibilidade de quebrar o vidro [da porta], provavelmente vamos colocar proteção nessas portas e tentar esperar que aconteça o melhor possível, que esse furacão perca a velocidade e que a gente não seja tão atingido”, disse Vitor.

A tempestade deve se aproximar de outros estados americanos como a Georgia, onde está a paraense Amanda Barata. “O governo declarou estado de emergência, então a ordem é estocar água, leite, pão, a gente não encontra mais nada disso no supermercado, tá começando a ficar difícil. O trânsito está muito pesado, muita gente subindo da Florida pra cá. O preço da gasolina subiu consideravelmente”, relatou a estudante.

Apesar de vir perdendo força e já ter sido rebaixado da categoria 5, a classificação mais alta, para a categoria 4, o furacão Irma ainda deve ser devastador. A tempestade deve provocar ventos de até 250 km/h.

(G1 Pará)

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