92005 314606 300x200 - Paragominas é  destaque em geração de empregos no Estado do Pará
FOTO: DIEGO SULIVAN

Em dados informados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) o município de Paragominas foi o segundo maior gerador de empregos Do Estado do Pará no primeiro semestre de 2017 com 554 novos empregos formalizados.

 Confira a matéria na integra:

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), divulgou na manhã desta terça-feira, 5, o conteúdo analítico sobre o desempenho do mercado de trabalho no primeiro semestre de 2017. Os dados estão relacionados ao desempenho do setor a partir da movimentação do emprego celetista (com carteira assinada) no Estado, com base nas admissões, desligamentos e saldo, além da identificação do perfil do trabalhador celetista paraense admitido e desligado quanto a sexo, escolaridade e faixa etária.

A base de dados utilizada como referência da movimentação de emprego no mercado de trabalho formal foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e sistematizado pela Fapespa.

Após dois anos de resultados negativos no mercado de trabalho do Brasil no primeiro semestre, a geração de emprego voltou a ser positiva em 2017, com o saldo de 76.680 novos vínculos trabalhistas nos seis primeiros meses deste ano. Cenário semelhante vem se reproduzindo no Pará nos últimos dois meses. Das 27 unidades federativas, 14 apresentaram resultados no incremento do saldo de emprego, influenciando na variação positiva de aproximadamente 0,18% no estoque de empregos nacional.

Destaques

Apesar do saldo negativo no acumulado do primeiro semestre, alguns municípios do Pará registraram geração de emprego, entre eles Marabá (no sudeste), que se destacou com o maior incremento – 1.058 novos vínculos empregatícios -, seguido de Paragominas (na mesma região), com 554 novos contratos formais de trabalho. Com o terceiro melhor saldo de emprego, Xinguara (no sudeste), se destacou com 291 vínculos adicionais no estoque de trabalhadores com carteira assinada.

Em Marabá, o setor da Construção Civil foi o que mais gerou postos de trabalho – 628. O mesmo setor apresentou destaque em Paragominas, com a geração de 178 vínculos empregatícios. Dos 144 municípios analisados, 67 apresentaram saldos positivos.

Ao analisar o mercado de trabalho paraense com relação às ocupações que registraram as maiores movimentações de emprego no primeiro semestre, foi verificada que a ocupação “Vendedor de Comércio Varejista”, ligada ao setor do Comércio, teve a maior movimentação, com 16.711 vínculos, seguida por Servente de Obras (também na Construção Civil), com movimentação de 13.845 vínculos, e Auxiliar de Escritório em Geral, respondendo por 11.848 vínculos.

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, acrescentou que, “comumente, a movimentação de emprego no segundo semestre é maior que no primeiro. Porém, devido à tendência dos últimos meses indicando um possível aquecimento da economia nacional e regional, a expectativa é de um saldo anual ainda negativo, embora em um patamar menor do que o alcançado em 2016″.

Quanto ao porte dos empreendimentos constituídos no Estado, apenas empresas que empregam até quatro funcionários registraram saldo positivo, com 12.473 novos vínculos.

De acordo com o secretário adjunto da Seaster, Everson Costa, “em geral, as perspectivas da política pública do Estado focada na geração de emprego, apoiada até por impressões externas, como segmento empresarial, apresentam caminhos que podem atenuar esse cenário de desemprego no Estado e melhorar as expectativas para o nosso mercado de trabalho”.

Empreendedorismo

Além dos saques das contas inativas do FGTS, que ampliou em curto prazo a capacidade de consumo das famílias, o resultado alcançado é explicado pela criação de políticas públicas que apoiam o desenvolvimento do empreendedorismo. Nesse contexto, a secretária da Seaster, Ana Cunha, afirma que “promover capacitação, palestras e seminários que contribuam para o fortalecimento do trabalhador autônomo e de práticas empreendedoras resultam na consolidação de uma economia solidária”.

Quando se observa a movimentação do mercado de trabalho de acordo com o tamanho do estabelecimento constituído no Pará, os empreendimentos que empregaram até quatro trabalhadores registraram os maiores saldos positivos na faixa de setores como o comércio e construção civil. Para o secretário adjunto de Trabalho, Emprego e Renda, Everson Costa, “a fomentação do trabalhador autônomo facilita a constituição de empreendimentos de micro e pequeno porte no estado”, pontua.

* Colaboração Ascom Seaster

Por Edson Oliveira

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