Nos últimos dias, a manifestação do governo cubano de que o Pograma Mais Médicos (PMM) seria encerrado em resposta a críticas feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, gerou grande reboliço e preocupação aos municípios e comunidades onde esses profissionais atuam.

Screenshot 20181119 090137 Chrome 1024x601 - Paragominas perderá 11 médicos cubanos após o fim do Programa Mais Médicos
Print do Twitter de Jair Bolsonaro

O PMM foi implantado em 2013, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff, para suprir a necessidade de médicos nos municípios do interior e zonas periféricas das grandes cidades brasileiras. O anúncio dividiu opiniões nas redes sociais, entre aqueles que acharam justas as condições colocadas para a continuação do programa e aqueles que consideraram ofensivas as colocações de Bolsonaro.

“Somos nós que precisamos deles e não eles que precisam de nós”, disse uma popular em sua página do Facebook. Outros se manifestaram dizendo que o programa tem fins humanitários.

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Twitter

Se o programa gerará um desfalque à saúde brasileria, o desfalque também será gigante à economia da ‘ilha’, já que a medicina é a principal “exportação” de Cuba e o programa rende a Havana entorno de 14 bilhões de dólares todos os anos, uma arrecadação maior do que a do turismo que é a outra principal fonte de riqueza do país.

O Conselho de Segurança dos Estados Unidos também aproveitou sua conta no Twitter para elogiar a postura do presidente eleito: “Elogiamos o presidente eleito do Brasil, @JairBolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo, incluindo médicos enviados para o exterior em condições desumanas”.

Desde aquele ano, cerca de 11 mil médicos cubanos atuaram no Brasil. Paragominas, onde também há necessidade de mais médicos, sobretudo, nas comunidades rurais e indígenas, foi contemplada com o programa. Em entrevista, o secretário de saúde, Flávio Garajau, disse que a Secretaria Municipal de Saúde e o Prefeito Paulo estão estudando a melhor saída quanto à substituição desses médicos que vão deixar uma lacuna, são 11 cubanos que atuam em todos as unidades de saúde do município, inclusive na Caip. O secretário acrescentou que o Ministério da Saúde ainda não apresentou uma alternativa, mas já sonda a possibilidade da contratação de médicos brasileiros formados no exterior que aguardam a oportunidade de atuarem no próprio país.

Ainda não se sabe quando esses médicos deixarão a cidade, já que essa foi uma manifestação do governo de Cuba e não do nosso governo, mas tudo indica que nos próximos dias, o município de Paragominas deixará de contar com esses profissionais.

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