2018 03 23 photo 00075869 1 300x200 - Plantão JQ: Prefeitura de Paragominas se posiciona a respeito da decisão da empresa Hydro Alunorte
Hydro Alunorte em Barcarena foi condenada por despejo irregular de resíduos no meio ambiente. — Foto: Tarso Sarraf / O Liberal

A Prefeitura de Paragominas vem se posicionar a respeito da decisão da empresa Hydro Alunorte sobre a paralisação de 100% das atividades em Barcarena e Paragominas.
Desde março, a refinaria de alumina vem funcionando somente com 50% da sua capacidade produção, o que, segundo a diretoria, causou danos em seu faturamento. E com o impedimento de se utilizar o filtro prensa localizado na área de depósito de resíduos de bauxita (DRS2), ocasionou o esgotamento a capacidade da DRS1, e por isso, na manhã desta quarta-feira (5), foi anunciada a decisão de paralisar por completo as atividades.

A Prefeitura esclarece a genuína preocupação que tal decisão pode causar no âmbito municipal, estadual e até mesmo federal, já que a empresa contempla grande parte da cadeia mineral, sendo uma das poucas, se não a única, indústria que possui o processo primário, secundário e até mesmo final na produção do alumínio. Sem contar em impactos no faturamento, em royalties, impostos, e diretamente no CEFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), principalmente nas cidades de Paragominas e Barcarena.

Para Paragominas, esta paralisação, além de prejudicar diretamente em 1.400 (mil e quatrocentos) empregos e em aproximadamente 1000 (mil) outros empregos de prestadoras terceirizadas da Hydro, o embargo das atividades acarreta em problemas diretos na economia municipal, bem como nas ações realizadas pela Prefeitura, já que com os investimentos feitos pela Hydro Alunorte, este órgão público financia projetos de saúde, educação, entre outros para o funcionamento da cidade como um todo.

Neste momento a Prefeitura de Paragominas contatou os órgãos competentes tais como Governo do Estado, Ministério Público Federal (MPF), poder judiciário, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMAS), e Ibama, para tentar rever todo o impacto econômico que poderá ser causado caso a decisão permaneça, bem como para atender as condicionantes ambientais e também as necessidades da empresa na manutenção do funcionamento.

ASCOM/PMP

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