Os sete PMs presos são suspeitos de participar da maior chacina já registrada na região metropolitana, em que 27 pessoas morreram, entre os dias 20 e 21 de janeiro deste ano.

políciais 300x169 - Polícia prende 14 pessoas, entre elas policiais militares suspeitos de praticar homicídios em BelémSecretaria de Segurança realiza operação contra as milícias que atuam no Pará

o todo, 14 pessoas foram presas, entre elas, sete policiais militares, um subtenente, três cabos e três soldados, em uma operação da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará (Segup) iniciada na madrugada desta terça-feira (5). As prisões podem trazer respostas para uma série de homicídios praticados na Região Metropolitana de Belém.

Os 250 policiais militares envolvidos na operação seguiram para diversos pontos da região metropolitana para cumprir os mandatos judiciais. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Hilton Benigno, os sete PMs presos são suspeitos de participar dos homicídios da maior chacina já registrada na região metropolitana, em que 27 pessoas morreram, entre os dias 20 e 21 de janeiro deste ano.

“Há provas robustas de indicam o envolvimentos desses sete policiais em crimes de homicídio, extorsão e sequestro com o objetivo econômico”, disse o coronel. Segundo ele, os PMs também teriam participação em um atentado no bairro da Pedreira, cinco dias após a chacina. “Isso está comtemplado no bojo do inquérito, está sendo investigado. Novas perícias serão realizadas, e, quando forem concluídas, faremos o relato de tudo para a sociedade”, disse.

Segundo a Policia Civil, ao todo, os PMs teriam participado de 17 homicídios e seis tentativas de homicídios em pelo menos sete meses. “Avalio isso com muita tristeza”, disse o coronel Hilton Benigno. Segundo ele, após o desfecho do inquérito policial, o caso será encaminhado para a Justiça Militar e resultará em um processo administrativo que ensejará a demissão e expulsão desses policiais.

Carro prata

Também fora, apreendidas duas motocicletas, 11 armas e três carros de cor prata. Ao longo dos meses, ouvia-se muito na cidade o comentário de que carros pratas passavam executando pessoas. Segundo o comandante, esses carros apreendidos são provas que serão periciadas.

Investigações

Segundo o secretario de segurança pública do Pará, Jeanot Jansen, a sequência de homicídios nos dias 20 e 21 de janeiro deste ano deram origem a essa operação cujas investigações ainda não terminaram. “Hoje, cumprimos apenas medidas cautelares solicitadas pelos residentes dos inquéritos”, explicou.

De acordo com ele, o grupo teria participado de pelo menos um dos 27 homicídios que ocorreram depois da morte do policial militar da Ronda Tática Metropolitana, Rafael da Silva Costa, de 29 anos. Eles teriam participado ainda de um atentado a um dos sobreviventes da chacina na semana seguinte à sequência de crimes no bairro da Pedreira. Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas no atentado.

“Com a prisão desses suspeitos, nós temos certeza que, após fazermos a comparação balística, outros crimes serão esclarecidos”, disse o delegado geral da Policia Civil Rilmar Firmino. Segundo ele, o sobrevivente do atentado dias após a chacina serviu de testemunha e reconheceu um dos policiais militares como sendo um dos autores dos homicídios da chacina. “A partir daí, passamos a investigar esse policial e identificamos a rede que atuava na Pedreira. Depois de quase oito meses de investigação, prendemos esses 14 presos”, explicou.

Este ano foram quatro chacinas. Segundo o delegado, ainda não há como afirmar a relação dos policiais com todas elas, mas tudo indica que devem ocorrer mais prisões. “Está caracterizada uma milícia”, disse Rilmar Firmino.

(G1 Pará)

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