Seis pessoas foram assassinadas, entre elas, Dilma Silva, liderança rural. Três das vítimas foram carbonizadas. Fazendeiro foi preso como mandante dos crimes.

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Polícia prende mãe de quatro supostos executores de seis vítimas na zona rural de Baião. – Foto: Reprodução

A polícia prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (27), a mãe dos quatro suspeitos de serem os executores dos seis assassinatos ocorridos no município de Baião, nordeste do Pará. Os crimes ocorreram na última sexta-feira (22) e no último domingo (24).

Com Maria Alice Francisca Alves foram encontrados vários objetos roubados da casa de Dilma Ferreira Silva, uma das vítimas, e que era integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens. Dilma foi morta junto com o marido e um amigo da família. De acordo com a polícia, alguns desses objetos ainda tinham vestígios de sangue, por isso vão passar por uma perícia.

A polícia está a procura agora dos irmãos Glaucimar Francisco Alves, Marlon Alves, Cosme Francisco Alves e Alan Alves. Todos estão com mandados de prisão expedidos pela Justiça. Informações sobre os suspeitos podem ser repassadas pelo 181.

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Dilma Silva, liderança morta no Pará, entregou pedido de atenção a atingidos por barragens à então presidente Dilma Rousseff — Foto: Reprodução / MAB

O caso

A Polícia prendeu na terça-feira (26) o fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho, 43, suspeito de ser o mandante de um triplo homicídio que ocorreu em Baião, nordeste do Pará. Outras três pessoas também foram assassinadas na região dois dias depois. O fazendeiro teve o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e foi localizado no município de Tucuruí, sudeste do estado.

O crime ocorreu na sexta-feira (22), no assentamento Salvador Allende. A liderança rural Dilma Ferreira Silva, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); o esposo Claudionor Silva e um conhecido do casal, Hilton Lopes, foram encontrados mortos dentro de uma casa. As vítimas foram amarradas, amordaçadas e possivelmente esfaqueadas.

De acordo com a Polícia, quatro irmãos foram apontados como executores do crime e já foram identificados. Eles continuam foragidos.

Ainda segundo a Polícia, o fazendeiro preso também é suspeito de ser o mandante da morte de três pessoas, que tiveram os corpos carbonizados e foram encontrados no domingo (24), a 14 km do assentamento, em uma fazenda localizada nas imediações da vicinal da Martins, zona rural de Baião. Segundo a Polícia, os mortos na fazenda seriam um casal de caseiros e um tratorista.

Investigações

Segundo a Polícia, Fernando Filho é o dono da fazenda onde os três funcionários foram mortos e tiveram os corpos queimados. Inicialmente, não havia ligação entre os casos e não estavam relacionados a conflitos agrários. Duas testemunhas foram ouvidas sobre as mortes no assentamento. Foi deflagrada uma operação para prender o principal suspeito do triplo homicídio.

“Fernandinho”, como o fazendeiro Fernando Filho é conhecido, também é acusado de crimes na região, como envolvimento com tráfico de drogas, agiotagem, receptação, roubo a banco, homicídio, tentativa de homicídio e grilagem de terras.

As investigações resultaram do trabalho feito por uma força-tarefa da Polícia Civil, para investigar as mortes, incluindo policiais da Delegacia-Geral, do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Diretoria de Polícia do Interior (DPI), Divisão de Homicídios (DH), Grupo de Pronto-Emprego (GPE) e policiais da Superintendência Regional de Tucuruí, Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Tucuruí e Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca).

Motivações dos crimes

A Polícia coletou provas que comprovaram que “Fernandinho” é responsável pela contratação irregular de funcionários para a fazenda onde três pessoas foram mortas. As investigações concluíram que os dois casos foram cometidas pelo mesmo grupo, a mando do fazendeiro.

De acordo com a polícia, Fernando mandou matar Dilma, o esposo e conhecido para ocupar uma parte das terras onde eles viviam e mandou assassinar os próprios funcionários da fazenda para evitar uma ação na Justiça do Trabalho.

Fonte: G1 PA

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