destaque 431884 img 20170710 wa0026 - Segup fala sobre prisões de policias por chacina
(Foto: Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

Apesar da prisão temporária, nesta segunda-feira (10), de 13 dos 29 policiais envolvidos na ação que resultou ​na morte de 10 trabalhadores rurais no município de Pau D’Arco, ​no ​sudeste paraense, a postura do Governo continua sendo a de esperar pela conclusão de laudos sobre o caso, segundo informou o ​titular da Secretaria de Segurança Pública do Pará e Defesa Social (Segup), Jeannot Jansen, em coletiva de imprensa.
Ao ser questionado sobre o motivo de apenas 13 dos 29 policiais terem sido detidos, Jeannot disse desconhecer a motivação do Ministério Público do Estado (MPE), mas que o órgão deve ter suas razões.
“Exatamente por não saber o que o MPE alegou, não posso dizer quais razões levaram aos pedidos de prisão (temporária), todavia não posso, inclusive, dizer que fui absolutamente surpreendido. Há razões para que o MPE tenha pedido essas prisões”, disse Jeannot.
Até o momento, a postura do Governo do Estado é de aguardar o resultado dos laudos balísticos, produzidos pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), e do laudo da reprodução simulada, produzido pela Polícia Federal em conjunto com o CPCRC.
“Nós preferimos aguardar os laudos que estão em vias de serem terminados para tentar individualizar as condutas”, completou o secretário.
Previsão dos laudos 
O laudo da balística pelo CPCRC deve ser concluído ainda nesta semana, enquanto a previsão do inquérito da Corregedoria da Polícia Civil deve ficar pronto ainda neste mês de julho. Já o inquérito da Corregedoria da Polícia Militar não tem previsão.
“Somente o presidente do inquérito militar pode dar essas informações. Os laudos podem ensejar outras diligências”, declarou o secretário da Segup.
Jeannot também garantiu, durante a coletiva, que as prisões temporárias dos policiais militares e civis não devem afetar a apuração das corregedorias das polícias Militar e Civil.
Prisões preventivas
Dos mandados de prisões temporárias cumpridos, 11 são policiais militares e 2 policiais civis, e, segundo Jeannot, todos se apresentaram espontaneamente.
A princípio, os policiais militares ficarão custodiados em quartéis da Polícia Militar enquanto os policiais civis, em um quartel do Corpo de Bombeiros Militar.
As prisões foram realizadas por agentes da Polícia Federal e Corregedoria da Polícia Militar, em Belém e Redenção, mediante solicitação do promotor de Justiça Alfredo Amorim, um dos quatro promotores que conduzem as investigações sobre o caso pelo Ministério Público do Estado.
Oito dos 11 policiais militares foram presos em Redenção, no sudeste paraense, e devem chegar em Belém, em aeronaves oficiais, ainda na noite desta segunda-feira.
(DOL)

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